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Política

Quatro senadores rejeitam fim da escala 6x1 na CCJ, defendendo jornada ampliada

PorMayra PenicheVerificadoOrtografia IAPublicado Ontem às 23:04
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Quatro senadores rejeitam fim da escala 6x1 na CCJ, defendendo jornada ampliada
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, de forma simbólica, o relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) sobre a PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e elimina a escala 6×1.
  • Quatro senadores – Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos‑RS) – manifestaram-se contra a proposta e pediram que suas posições fossem registradas.
Resumo Editorial

A CCJ do Senado mantém a PEC que reduz a jornada para 40h e extingue a escala 6×1, impactando mais de 37 milhões de trabalhadores, com rejeição de quatro senadores por preocupações econômicas.

Na quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por unanimidade em votação simbólica, o relatório do senador O mar Aziz (PSD-AM) referente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e extingue a escala 6×1, apesar das posições contrárias manifestadas por quatro parlamentares.

Contexto Institucional e Antecedentes da PEC

A aprovação da PEC, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, foi submetida à análise da CCJ sob a relatoria do senador O mar Aziz, que defendeu a atualização do parâmetro constitucional para refletir mudanças estruturais na produtividade e no modelo de trabalho contemporâneo, destacando que a jornada de 44 horas permanece inalterada há 38 anos, período marcado por transformações tecnológicas e na organização produtiva brasileira.

O relatório mantém integralmente o texto aprovado na Câmara, incluindo a eliminação da escala 6×1 e a redução da jornada semanal, e deve seguir para apreciação no plenário do Senado, onde enfrenta resistência de parlamentares que consideram o tema prematuro ou populista.

Ponto de Destaque

Mais de 37 milhões de trabalhadores, dos quais mais de 57% são mulheres, estão diretamente impactados pela proposta de redução da jornada semanal.

Repercussão Política e Desafios na Tramitação Parlamentar

O s quatro senadores que se posicionaram contra — Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) — argumentaram que a proposta pode gerar aumento de custos para as empresas, pressionar preços, elevar a inflação e comprometer a competitividade nacional, além de questionar a adequação de fixar por constituição uma escala laboral específica.

O relator O mar Aziz rebateu essas críticas ao destacar que mudanças prévias na legislação trabalhista, como a instituição do 13º salário e a redução da jornada de 48 para 44 horas, não prejudicaram o crescimento econômico, reforçando que o descanso adequado aumenta a produtividade e reduz erros no trabalho.

Atenção / Ponto Crítico
A PEC segue para votação no plenário do Senado sob prazo indefinido, dependendo da agenda legislativa e da mobilização de categorias profissionais contrárias ou favoráveis à medida.

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