Na noite de quarta-feira, 23 de setembro, Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, dirigiu-se ao púlpito da 81ª Assembleia Geral da O NU para expressar seu agradecimento ao governo dos Estados Unidos, sob a administração Donald Trump, em retomada de relações diplomáticas com Caracas.
Contexto Institucional e Antecedentes da Reengajamento Diplomático
A presença de Rodríguez no palco principal do evento, durante a sessão noturna destinada às Nações Unidas, foi confirmada por fontes oficiais do Palácio de Miraflores e registrada em protocolos da organização, destacando a formalidade institucional do gesto. O agradecimento direto ao presidente Trump, embora inesperado em termos geopolíticos, sinaliza uma mudança estratégica na postura venezuelana em relação aos EUA, que haviam mantido uma postura de isolamento desde 2019.
Nos bastidores da assembleia, diplomatas brasileiros e europeus observaram com cautela o tom conciliador adotado por Caracas, enquanto analistas apontam que a iniciativa ocorre em um momento de pressões internas nos EUA e na América Latina para reativar canais de negociação com o regime de Nicolás Maduro.
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Repercussão Política e Desafios para a Transição
A reação do governo brasileiro foi imediata: o presidente Lula classificou a atitude de Rodríguez como 'submissa' ao 'chefão' dos EUA, reforçando críticas à política externa tradicional da Venezuela perante Washington.
Enquanto isso, María Corina Machado, líder opositora impedida de retornar ao país em sete tentativas recentes — incluindo bloqueio de voos e apreensão de passaporte — reiterou sua incomodidade com os acordos que privilegiam o regime sem garantir liberdades políticas ou eleições livres.



