No âmbito da O peração Lupa, que investiga supostas práticas de favorecimento e uso de informações privilegiadas no âmbito do Banco Central, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, detido há cinco meses na Papudinha, anexa ao Complexo Penitenciário da Papuda, negou em depoimento à Polícia Federal realizado no dia 28 por videoconferência que tenha recebido informações privilegiadas por meio de servidores do BC, reforçando a narrativa de que as supostas vantagens financeiras teriam sido buscadas por ex-funcionários do instituto em troca de benefícios colaterais ao Master.
Contexto Investigativo e Desdobramentos da Apuração
A oitiva, realizada entre 10h30 e 14h20, contou com a participação do investigado na carceragem da Papudinha, sendo alvo de perguntas restritas ao suposto esquema que envolve dois ex-funcionários do banco acusados de intermediar benefícios ao Master em detrimento de critérios técnicos do Sistema Financeiro Nacional.
A defesa de Vorcaro, representada pelo advogado Daniel Bialski e pelo veterano Sérgio Leonardo, reiterou que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso, além de sinalizar a disponibilidade para prestar esclarecimentos mais aprofundados mediante a formalização de colaboração premiada.
O ex-banqueiro negou categoricamente qualquer vínculo com informações privilegiadas obtidas por meio de servidores do Banco Central durante o inquérito que apura favorecimento do Master.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
As autoridades policiais mantêm firme o foco da investigação na troca de favores entre ex-funcionários do banco e o Master, com especial atenção ao papel presuntamente desempenhado por Vorcaro como articulador de vantagens financeiras ilícitas.
Paralelamente, a defesa do ex-banqueiro tem articulado estratégias processuais avançadas, incluindo a tentativa de firmar acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal ou com a Procuradoria Geral da República, sob a coordenação dos advogados Daniel Bialski e Sérgio Leonardo.



