O Banco Central decidiu manter a taxa Selic no patamar de 13,75% ao ano, conforme publicado nesta quarta-feira (4). A medida foi recebida com alívio pelo mercado financeiro, que já esperava o resultado e buscou evitar ruídos, como uma possível divisão na decisão do Comitê.
Analistas apontam que a manutenção dos juros é adequada para preservar a âncora monetária diante da elevada incerteza econômica. Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, afirma que a taxa não deve sofrer cortes adicionais enquanto não houver um ajuste fiscal relevante por parte do governo.
Outro ponto destacado é a ausência da expressão "magnitude total do ciclo de calibração" no comunicado, o que sugere que a pausa nos cortes pode se estender além da reunião de dezembro. Cristiano Oliveira, diretor executivo do Banco Pine, ressalta que qualquer retomada da flexibilização dependerá da melhora nas expectativas de inflação e da evolução da política fiscal.
O comunicado também menciona sinais de perda de fôlego na atividade brasileira em 2026, embora haja desancoragem das expectativas de inflação. Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, reforça que o Banco Central deve adotar uma postura cautelosa até que haja sinalizações claras de comprometimento fiscal.



