Na segunda-feira, durante a audiência no Conselho Municipal de Nova York, ex-pesquisador da Anthropic e da O penAI Jacob Coxon alertou que o ritmo acelerado de desenvolvimento de inteligência artificial pode culminar na extinção humana antes do término da década, em meio à presença de representantes de gigantes da tecnologia como O penAI, Anthropic, Google e Meta, após intimação do Conselho e decreto presidencial que concedeu acesso governamental a modelos de IA antes do lançamento público.
Contexto Institucional e Antecedentes da Audiência
A reunião do Conselho Municipal de Nova York ocorreu após formal intimação aos principais atores do setor de inteligência artificial, reunindo pesquisadores independentes como Jacob Coxon com executivos das principais desenvolvedoras — O penAI, Anthropic, Google e Meta — enquanto a SpaceX optou por não comparecer, diante de um decreto assinado por Donald Trump em junho que autoriza o governo dos Estados Unidos a acessar antecipadamente modelos de IA antes de sua disponibilização ao público.
O debate se insere no âmbito de uma tensão crescente entre a corrida tecnológica global e demandas crescentes por segurança e governança em sistemas capazes de superinteligência autoaperfeiçoável, com o ex-pesquisador destacando que a ausência de mecanismos robustos para conter objetivos autônomos das IAs representa risco existencial para a humanidade.
O desenvolvimento acelerado de superinteligência autoaperfeiçoável pode levar à extinção humana antes do fim da década, segundo alerta de ex-pesquisador da Anthropic e da O penAI.
Repercussão Técnica e Estratégica dos Representantes do Setor
O s representantes das empresas presentes defenderam seus protocolos de segurança, com Alice Friend, do Google, afirmando que as ferramentas como o Gemini não operam na China para evitar riscos geopolíticos e garantir que os Estados Unidos não fiquem para trás na corrida tecnológica, enquanto a Meta reiterou que nações democráticas devem liderar o desenvolvimento de IA com foco em inovação norte-americana.
Logan Graham, da equipe Frontier Red Team da Anthropic, acusou a China de praticar a destilação de modelos norte-americanos para economizar no treinamento, técnica que envolve transferência de conhecimento entre modelos e que tem sido vedada pela própria Anthropic em território chinês.



