Em São Luís, Maranhão, um adolescente de 15 anos foi apreendido sob acusação de torturar e matar mais de 200 filhotes de gatos durante transmissões ao vivo na internet, em um caso que expõe a crescente violência zoosadista em ambientes virtuais e mobiliza órgãos de segurança pública em investigações coordenadas pelo Núcleo de O bservação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo e a Polícia Federal.
Contexto Institucional e Evidências da Apuração
A apreensão ocorreu após seis meses de monitoramento digital conduzido pelo Noad, órgão da Polícia Civil de São Paulo em articulação com a Polícia Federal, que identificou padrões de conduta ilícita envolvendo o menor e múltiplas vítimas animais, com base em registros de transmissões ao vivo e comunicações digitais apreendidas durante diligências policiais.
Segundo a delegada Lisandrea Salvariego, coordenadora do Noad, o adolescente teria maltratado entre cinco e seis gatos por madrugada, submetendo-os a atos de extrema crueldade antes da morte, enquanto também teria usado sua presença nas redes para induzir outras pessoas à automutilação, conforme relatado em depoimento oficial.
Mais de 200 filhotes de gatos foram torturados e mortos em transmissões ao vivo por um adolescente de 15 anos em São Luís
Repercussão Legal e Desdobramentos das Investigações
A Justiça determinou a internação do menor em unidade especializada em São Paulo, enquanto as autoridades avançam com medidas cautelares e buscam mapear todas as plataformas digitais utilizadas no esquema criminoso, com apoio técnico da Secretaria da Segurança Pública.
A SSP destacou que o crescimento de 200% nos casos de zoosadismo virtual entre 2025 e 2026 sinaliza uma nova fronteira no crime contra animais, exigindo respostas institucionais mais robustas e integração entre órgãos de segurança, tecnologia e proteção à vida.



