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Polícia

PCDF bloqueia R$ 280 mil em criptomoedas em operação contra apostas ilegais

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 14:00
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PCDF bloqueia R$ 280 mil em criptomoedas em operação contra apostas ilegais
Fatos Rápidos da Notícia
  • Bloqueio de R$ 280 mil em criptomoedas durante a Operação Azzardo
  • Apreensão de 35 celulares e um veículo de luxo em Curitiba
  • Autorização judicial para bloqueio de até R$ 3,48 bilhões em contas bancárias
Resumo Editorial

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Azzardo para combater uma rede de apostas de quota fixa e lavagem de dinheiro, resultando no bloqueio de valores em ativos digitais e contas bancárias, além da apreensão de bens e dispositivos eletrônicos em diversas unidades federativas.

A Operação Azzardo, deflagrada na quinta-feira (5/11), levou ao bloqueio de R$ 280 mil em criptomoedas e à apreensão de 35 celulares e um veículo de luxo em Curitiba, no Paraná. A ação mobilizou cerca de 200 policiais civis do Distrito Federal para o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra um esquema investigado por exploração de apostas ilegais e lavagem de capitais.

Segundo a corporação, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 3,48 bilhões em contas bancárias ligadas aos investigados. A fintech A55 Sociedade de Crédito Direto, sediada na Faria Lima, em São Paulo, é suspeita de movimentar cerca de R$ 1 bilhão em transações relacionadas ao esquema, recebendo recursos via Pix ou por meio de empresas intermediárias.

Os investigadores apontaram que parte do dinheiro era convertida em criptomoedas para dificultar o rastreamento dos recursos provenientes das plataformas clandestinas. Além disso, empresas de fachada registradas em atividades como terapia e comércio de artigos de tarô foram identificadas, incluindo um caso em que o endereço cadastrado correspondia a uma padaria cujo gerente desconhecia o CNPJ suspeito.

A operação cumpriu 52 mandados de busca e apreensão, distribuídos entre o Distrito Federal e os estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. Mais de 100 CNPJs ligados às empresas investigadas foram bloqueados. A delegada Agatha Natasha Santos relatou que uma mulher recebeu R$ 200 para permitir que seus dados fossem usados na criação de contas bancárias e CNPJs.

A PCDF orienta apostadores do Distrito Federal que não conseguiram sacar valores ganhos em sites de apostas a registrar boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.

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