A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 14 de setembro de 2026, revela que as indústrias brasileiras mantêm baixa confiança no setor há 21 meses — o maior período desde 2015 e 2016 — com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuando para 44,9 pontos, permanece abaixo da linha divisória de 50 pontos, sinalizando pessimismo generalizado entre os empresários diante da conjuntura econômica adversa.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A análise da CNI, baseada em consulta a 1.186 empresas entre 1º e 8 de setembro, demonstra que o Icei caiu 1,4 ponto em relação ao mês anterior, passando de 46,3 para 44,9 pontos, mantendo-se em zona de pessimismo há mais de um ano e meio, desde outubro de 2025, quando o índice começou a registrar queda contínua sem interrupções significativas.
O levantamento evidencia deterioração acentuada na avaliação das condições atuais da economia (33 pontos em setembro contra 36,6 em agosto) e nas expectativas para os próximos seis meses (39,1 pontos), com recuos generalizados nos componentes que compõem o índice, refletindo um cenário de estagnação prolongada e desconfiança estrutural no ambiente de negócios brasileiro.
A confiança do empresário industrial permanece abaixo da marca de 50 pontos há 21 meses consecutivos, o maior período de estagnação desde 2015.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, destacou que a ausência de melhora nos últimos meses reflete uma consolidação de posições mais firmes dos empresários em relação a investimentos e contratações, indicando um endurecimento das posturas diante da incerteza macroeconômica.
Especialistas apontam que a manutenção prolongada do pessimismo pode afetar decisivamente planos de expansão industrial e contribui para a desaceleração do crescimento econômico estrutural no país.



