O nível dos reservatórios de São Paulo registrou aumento de 9% em setembro, conforme dados do SIM/Sabesp divulgados em 14 de setembro, com o volume total atingindo 1.013,95 hm³ (52,1%), contra 837,18 hm³ (43,1%) registrados em 31 de agosto, enquanto o Cantareira, principal sistema da Região Metropolitana, alcançou 375,51 hm³ (38,2%), marcando crescimento de 5,2% nos últimos 14 dias e 15,9% em relação ao volume de 324,31 hm³ (33%) observado no mês anterior.
Contextualização Hidrológica e Meteorológica do Aumento Reservatório
A análise técnica realizada pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Sabesp confirma que as precipitações intensas ocorridas em setembro, especialmente nas duas primeiras semanas, foram responsáveis pela elevação significativa dos níveis de água nos principais reservatórios paulistas. O Cantareira, que abastece cerca de 60% da população da Região Metropolitana de São Paulo, registrou 375,51 hm³ em 14 de setembro, com volume equivalente a 38,2% da capacidade total – dado que representa um acréscimo de 52,2 hm³ em relação ao período anterior e um incremento percentual de 5,2% nos últimos 14 dias.
O contexto histórico revela que essa recuperação se insere em uma tendência de melhoria iniciada já em junho e julho, após um início de agosto com precipitação acima das projeções meteorológicas (177% acima do previsto), o que contribuiu para elevar o volume do Cantareira de 324,31 hm³ para 375,51 hm³ no espaço de um mês. Esse patamar supera inclusive o registrado durante a crise hídrica de 2015, apontando para uma recuperação mais robusta do que o esperado pelos modelos climáticos iniciais.
O nível dos reservatórios paulistas subiu 9% em setembro, atingindo volume de 1.013,95 hm³ (52,1%), o maior patamar desde antes da crise hídrica de 2015.
Repercussão Institucional e Ajustes na Gestão Hídrica
O governo do Estado de São Paulo formalizou a redução da 'Gestão de Demanda Noturna' de 10 para 8 horas diárias (22h às 6h), medida que entra em vigor a partir desta segunda-feira (14), após a constatação de que os reservatórios estão com margem segura para o novo ajuste. A decisão foi tomada com base nos dados técnicos do SIM/Sabesp e aprovada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente (SEMA), visando otimizar o consumo sem comprometer a disponibilidade hídrica durante o período seco previsto para outubro.
Specistas das equipes técnicas da Sabesp e autoridades ambientais apontam que a redução no corte noturno deve gerar economia estimada em até R$ 4 milhões mensais para os consumidores residenciais e comerciais, além de contribuir para a estabilidade operacional das estações de tratamento. O novo regime será monitorado pela CETESB e pela própria Sabesp para garantir que não haja sobrecarga nos sistemas ou descumprimento das normas estabelecidas.



