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Economia

Juros futuros recuam com petróleo ceda e IPCA-15 eleva tensão eleitoral

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 34 min
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Juros futuros recuam com petróleo ceda e IPCA-15 eleva tensão eleitoral
Fatos Rápidos da Notícia
  • A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,645% na sexta-feira, com queda de 2 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,667%
  • A taxa do DI para janeiro de 2035 recuou para 13,98%, com redução de 7 pontos-base ante 14,054%
  • O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, após recuar 0,40% em agosto, com alta anual de 4,47%
Resumo Editorial

O recuo das taxas DI para 2028 e 2035, em meio à queda do petróleo e ao IPCA-15 acima das projeções, intensifica a cautela sobre novos cortes da Selic.

Na sexta-feira de 25 de outubro, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DI) para os vencimentos de janeiro de 2028 e 2035 registraram recuos de 2 e 7 pontos-base, encerrando a sessão em 13,645% e 13,98%, respectivamente, em meio à volatilidade dos mercados internacionais e à consolidação de dados inflacionários que reforçam o cenário de cautela econômica.

Dinâmica dos Mercados Financeiros e Indicadores Macroeconômicos

A volatilidade observada na curva de juros refletiu a confluência de fatores externos e internos: a queda do petróleo Brent, que recuou para US$ 104 o barril após forte alta nos dias precedentes, contrastou com o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, impulsionado por preocupações com a guerra na Ucrânia e persistência da inflação norte-americana; ao mesmo tempo, os últimos números do IPCA-15, divulgados pelo IBGE, indicam desaceleração mensal em setembro (0,70%) após alta em agosto (0,40%), com a inflação anual subindo para 4,47%, acima das projeções de economistas que esperavam 0,53% ao mês e 4,30% no ano.

Esses elementos compuseram um cenário de reavaliação das expectativas quanto à trajetória da taxa Selic, atualmente fixada em 13,75%, com o mercado absorvendo a possibilidade de novo corte nos próximos meses, embora ainda distante da meta de 3% para a inflação.

Ponto de Destaque

A taxa DI para janeiro de 2028 encerrou a semana em 13,645%, marcando queda de dois pontos-base frente ao ajuste anterior.

Repercussões Institucionais e Perspectivas de Política Monetária

A autoridade monetária mantém postura restritiva diante da inflação que permanece acima da meta, embora os indicadores mensais apontem para moderação; o Banco Central já sinalizou abertura a novos ajustes após o boletim Focus projetar redução de 25 pontos-base na taxa Selic em novembro, desde que os dados de inflação continuem seguindo o caminho da desaceleração.

Especialistas apontam que a combinação de núcleos inflacionários acima do esperado e riscos como alimentos e combustíveis pode adiar novos cortes até dezembro ou janeiro, mantendo o custo do crédito elevado no curto prazo.

Atenção / Ponto Crítico
O Banco Central deve decidir sobre novo corte da Selic em novembro, dependendo da evolução do IPCA-15 e da dinâmica observada no boletim Focus.

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