Na sexta-feira de 25 de outubro, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DI) para os vencimentos de janeiro de 2028 e 2035 registraram recuos de 2 e 7 pontos-base, encerrando a sessão em 13,645% e 13,98%, respectivamente, em meio à volatilidade dos mercados internacionais e à consolidação de dados inflacionários que reforçam o cenário de cautela econômica.
Dinâmica dos Mercados Financeiros e Indicadores Macroeconômicos
A volatilidade observada na curva de juros refletiu a confluência de fatores externos e internos: a queda do petróleo Brent, que recuou para US$ 104 o barril após forte alta nos dias precedentes, contrastou com o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, impulsionado por preocupações com a guerra na Ucrânia e persistência da inflação norte-americana; ao mesmo tempo, os últimos números do IPCA-15, divulgados pelo IBGE, indicam desaceleração mensal em setembro (0,70%) após alta em agosto (0,40%), com a inflação anual subindo para 4,47%, acima das projeções de economistas que esperavam 0,53% ao mês e 4,30% no ano.
Esses elementos compuseram um cenário de reavaliação das expectativas quanto à trajetória da taxa Selic, atualmente fixada em 13,75%, com o mercado absorvendo a possibilidade de novo corte nos próximos meses, embora ainda distante da meta de 3% para a inflação.
A taxa DI para janeiro de 2028 encerrou a semana em 13,645%, marcando queda de dois pontos-base frente ao ajuste anterior.
Repercussões Institucionais e Perspectivas de Política Monetária
A autoridade monetária mantém postura restritiva diante da inflação que permanece acima da meta, embora os indicadores mensais apontem para moderação; o Banco Central já sinalizou abertura a novos ajustes após o boletim Focus projetar redução de 25 pontos-base na taxa Selic em novembro, desde que os dados de inflação continuem seguindo o caminho da desaceleração.
Especialistas apontam que a combinação de núcleos inflacionários acima do esperado e riscos como alimentos e combustíveis pode adiar novos cortes até dezembro ou janeiro, mantendo o custo do crédito elevado no curto prazo.



