O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (17/9) que o reajuste de 15% nos valores do Bolsa Família, que passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de 19 de outubro, está estritamente alinhado às normas fiscais vigentes e não implica utilização de crédito extraordinário, contrariando críticas que associam a medida a práticas orçamentárias questionáveis durante o governo anterior.
Contexto Institucional e Justificativas O rçamentárias
A decisão foi anunciada com cerca de 17 dias de antecedência para o primeiro turno das eleições, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidou a agenda social como eixo central de sua gestão, justamente em meio à tensão política gerada pela proximidade do pleito eleitoral. O ministro destacou que o reajuste, financiado por remanejamento de recursos decorrente da revisão nas projeções de gastos com previdência, não demandou expansão do déficit fiscal nem recours a mecanismos außer orçamentários, como ocorreu em gestões anteriores com a aprovação da PEC Kamikaze ou a abertura de créditos extraordinários fora do limite constitucional.
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e O rçamento, explicou que a revisão na previsão de arrecadação e despesas com previdência resultou em uma sobra orçamentária que será redirecionada para garantir o aumento dos benefícios sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas, reforçando que toda a operação obedecerá ao arcabouço fiscal vigente.
O reajuste de 15% no Bolsa Família representará impacto orçamentário de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões no próximo ano.
Repercussão Política e Estratégias de Financiamento
Durigan rebateu as comparações com o governo anterior, ressaltando que as ações do atual Executivo diferem em transparência e responsabilidade fiscal, mesmo diante da pressão por ganhos eleitorais iminentes. Enquanto críticos apontam para o risco de inflacionação e desequilíbrio das contas públicas, os responsáveis defendem que o ajuste é viável graças à otimização das prioridades dentro do gasto com previdência social.
Com o calendário de pagamentos já divulgado e o uso do aplicativo Caixa Tem como principal canal de distribuição, o governo reforça que medidas de combate à fraude e à irregularidade no programa contribuem para a eficiência do gasto público, permitindo assim a ampliação dos benefícios sem sobrecarregar as finanças públicas.



