O foragido Paulo Sirquera Korek Farias, investigado na O peração Vectura Corrupta que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transportes públicos de São Paulo, afirmou que se entregará à Corregedoria da Polícia Civil nas próximas horas, após permanecer ausente desde 17 de setembro, enquanto Milton Leite foi conduzido à Cadeia Pública após mal-estar na prisão e se entregar na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes na sexta-feira (18/9), em meio à apreensão de aproximadamente R$ 737 mil em dinheiro durante buscas na residência de um assessor ligado ao ex-vereador.}.
Contexto Institucional e Desdobramentos da O peração Vectura Corrupta
A O peração Vectura Corrupta, coordenada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público, investiga uma rede de influência do PCC sobre o sistema de transporte coletivo da capital, com foco na administração irregular de empresas públicas e privadas vinculadas ao crime organizado; a apuração revela que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo estariam, em tese, sob controle indireto do PCC, configurando um esquema estruturado de corrupção e lavagem de recursos.
As investigações resultaram na prisão temporária de 16 suspeitos por até 30 dias – prorrogáveis – e na apreensão de R$ 737 mil em espécie durante buscas na residência de um assessor vinculado ao ex-vereador Milton Leite, reforçando indícios de movimentação financeira ilícita por meio do ecossistema de transportes.
Paulo Sirquera Korek Farias, que enfrenta quatro mandados de prisão, declarou via vídeo que deseja acompanhamento do Ministério Público em sua entrega às autoridades para garantir segurança e transparência, enquanto Milton Leite negou as acusações sob o argumento de inocência e respeito às decisões judiciais após se apresentar à Dise conforme prometido.
Foram apreendidos aproximadamente R$ 737 mil em espécie durante buscas que também incluíram US$ 89 mil equivalente, totalizando o montante investigado ligado ao esquema de infiltração do PCC nos transportes públicos.
Repercussão Jurídica, Econômica e Futuras Diretrizes
A Justiça determinou a prisão preventiva dos investigados por suposto envolvimento em estrutura criminosa que se utilizava da administração das concessionárias de transportes para lavar ativos e garantir impunidade ao PCC, com a expectativa de que novas diligências ampliem o entendimento sobre a extensão da rede e possíveis conexões com outros entes públicos.
As manifestações oficiais reforçam o compromisso institucional com a transparência no setor de mobilidade urbana; a defesa de Korek solicita acompanhamento do MP para evitar riscos à vida do cliente, enquanto Milton Leite reafirma que cumpriu sua obrigação legal ao se entregar à autoridade competente sem irregularidades.



