Na quarta‑feira (30/9), criminosos percorreram a calçada da QSF 3, em Taguatinga Sul (DF), antes de tentar assaltar um policial civil que transportava sua filha de dez anos no veículo; o agente disparou e baleou um dos assaltantes, de 18 anos, que foi encaminhado ao Hospital Regional de Taguatinga.
Investigação da Polícia Civil e Dinâmica do Crime
As imagens captadas por câmeras de vigilância revelaram a trajetória dos suspeitos, que se aproximaram da cena por volta das 14h30, quando o policial civil, armado apenas com sua pistola de serviço, seguia com a criança no banco traseiro. Ao perceber a presença da filha, o agente revidou com tiros, atingindo um dos agressores no peito e no braço; o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) prestou socorro imediato e o conduziu ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
O inquérito instaurado pela 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) apurou que o crime ocorreu após uma abordagem violenta, na qual o assaltante forçou o policial a sair do veículo e tentou subtrair o bem enquanto ameaçava a criança. O restante da dupla fugiu a pé, mas foi localizada na madrugada da quinta‑feira (1/10) em Ceilândia, onde confessou a participação e indicou a existência de um terceiro envolvido, também preso.
Um dos criminosos foi baleado no peito e no braço pelo policial durante a tentativa de assalto.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que o policial obedecia à legítima defesa, já que o suspeito apresentava arma branca e tentava subtrair o veículo com a criança como refém; o agente será submetido a exame pericial para eventual responsabilização disciplinar. O suspeito baleado permanece internado sob custódia policial, enquanto o comparsa preso em Ceilândia já está sob investigação para eventual participação em outros delitos.
As autoridades sinalizam que os envolvidos responderão por roubo circunstanciado, com penas que podem chegar a 12 anos de reclusão, conforme o Código Penal. As investigações continuam para identificar o terceiro integrante da quadrilha e avaliar possíveis conexões com organizações criminosas regionais.



