A pesquisa da Sinch, divulgada em estudo setorial, revela que 78% dos consumidores brasileiros acreditam que a inteligência artificial facilitará as compras de Natal, superando em larga escala a percepção global, onde apenas 43% dos entrevistados manifestam confiança similar na tecnologia para o mesmo propósito.
Contexto Institucional e Evidências da Pesquisa Setorial
A Sinch, plataforma de comunicação em nuvem com atuação internacional, conduziu levantamento com amostra de 2.501 consumidores distribuídos entre Estados Unidos, Austrália, Brasil, Reino Unido, França, Alemanha, México e Espanha, com foco no comportamento de compra natalina. O s resultados indicam que o Brasil se destaca como único país onde a maioria absoluta dos entrevistados (78%) projeta impacto positivo da IA nas transações de fim de ano, enquanto o cenário global registra percepção mais restrita, com média de 43% de adesão – número que representa redução em relação aos 48% observados em projeções para 2025.
Além do viés nacional, os dados apontam para uma relação qualitativa entre confiança e aplicação prática da tecnologia: embora apenas 62% dos consumidores globais confiem em IA para questões de pagamento e faturamento, 81% expressam credibilidade no rastreamento de pedidos e 74% na resolução de dúvidas sobre produtos, evidenciando que a aceitação depende da efetividade operacional da inteligência artificial no atendimento ao consumidor.
78% dos brasileiros confiam na inteligência artificial para facilitar as compras de Natal, número significativamente superior à média global de 43%.
Repercussão Setorial e Desafios da Implementação
Mario Marchetti, CEO da Sinch América Latina, ressalta que a alta adesão brasileira reflete a expectativa de que a IA resolva demandas concretas do consumidor, como agilidade na entrega e precisão nas recomendações, mas alerta para a necessidade de comprovar eficácia prática: 'O consumidor não está interessado em usar IA simplesmente porque é uma novidade. Ele quer perceber que ela facilita sua vida', Diante do cenário, especialistas apontam para a urgência de transparência nos processos automatizados e mecanismos de fallback para interação humana, já que apenas 3,8% dos entrevistados preferem recomendações exclusivamente geradas por IA – indicador que revela fragilidade na estratégia de engajamento tecnológico.
O s próximos passos incluem a adoção de protocolos claros de divulgação sobre uso de IA nas plataformas de comércio eletrônico e a implementação de controles que permitam ao usuário alternar entre atendimento automatizado e humano conforme a complexidade da demanda ou nível de conforto.
As empresas devem implementar mecanismos claros de identificação do uso de IA até o dia 31 de dezembro para evitar práticas enganosas e garantir conformidade com normas emergentes sobre proteção ao consumidor.



