No âmbito da Justiça goiana, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou, na terça‑feira (8/9), dez indivíduos que integravam uma organização criminosa responsável por desviar R$ 2,2 milhões de recursos públicos da Educação Estadual, sendo o delegado Danilo Proto e a sua esposa, Karen Proto, entre os réus mais destacados.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A apuração conduzida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) revelou que a quadrilha operava por meio de empresas de fachada – algumas registradas em nomes de terceiros – para simular licitações e desviar verbas destinadas a reformas e à aquisição de materiais para escolas da rede estadual.
Antecedentes indicam que o esquema vinha sendo investigado desde 2020 e que a O peração Regra Três, deflagrada em 21 de agosto de 2025, desarticulou a estrutura liderada pelo delegado Danilo Proto e sua esposa Karen, culminando na prisão preventiva do primeiro e na manutenção da medida judicial por sua gravidade e risco à ordem pública.
O grupo foi sentenciado a pagar solidariamente R$ 1.850.618,99 em reparação aos prejuízos à educação e R$ 1 milhão em danos morais coletivos, corrigidos pelo INPC com juros de 1% ao mês a partir de 19/9/2025.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A sentença confirmou a perda do cargo público de Danilo Ribeiro Proto, Karen de Souza Santos Proto e Vitor Rodrigo Bento, determinando que a Polícia Civil e a Secretaria de Estado da Educação sejam notificadas sobre a inexibilidade de exercerem funções públicas após o trânsito em julgado.
As autoridades ressaltam que os recursos recuperados serão revertidos à pasta educacional, enquanto os danos morais coletivos visam preservar a confiança da sociedade na administração pública.



