No domingo, 20 de setembro, a Ucrânia realizou o maior ataque de drones já registrado contra Moscou, abatendo mais de 1.600 unidades, sendo 450 direcionados à capital russa, em uma ofensiva coordenada que incluiu mísseis de longo alcance e visava a refinaria de petróleo da cidade, com o objetivo de prejudicar a logística e o financiamento da máquina de guerra russa durante o último dia da eleição parlamentar promovida pelo presidente Vladimir Putin.
Contexto Estratégico e Antecedentes da O peração
As autoridades russas, por meio do prefeito Sergei Sobyanin, confirmaram a escala inédita do ataque, destacando que os drones foram interceptados em todas as frentes operacionais desde o início da ofensiva, que se estende desde o início do conflito em 2022; o número total de drones abatidos ultrapassa 1.600, indicando um nível sem precedentes de escalada tecnológica e capacidade operacional ucraniana.
O contexto imediato inclui a realização de eleições parlamentares na Rússia, nas quais Putin busca reeleição para um quinto mandato, com a ofensiva ucraniana surgindo como tentativa explícita de desestabilizar o ambiente político interno e pressionar economicamente Moscou, ao atacar infraestruturas críticas como a refinaria de petróleo, cujas interrupções poderiam comprometer o abastecimento energético e gerar impactos na economia de guerra.
Mais de 1.600 drones foram abatidos em toda a frente de combate, dos quais 450 foram direcionados ao ataque à refinaria de Moscou
Repercussão Política e Consequências Internacionais
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky assumiu publicamente a responsabilidade pela operação, afirmando que os mísseis Flamingo e Pelican empregados são de fabricação nacional e que o objetivo era atingir alvos logísticos e estratégicos para sufocar o financiamento da guerra russa.
A reação russa foi imediata: o presidente Vladimir Putin acusou líderes europeus de prepararem uma ofensiva contra a Rússia entre 2029 e 2030, enquanto o Ministério da Defesa reiterou que todas as medidas estão sendo tomadas para proteger a segurança nacional em face da escalada militar.



