Dez dias após a devastação causada pelo colapso de uma geleira no Himalaia, que deixou 1.344 mortos e 4.886 desaparecidos — sendo 606 estrangeiros — equipes conjuntas da Polícia Nacional do Nepal e da Força de Polícia Armada resgataram com vida uma mulher e um homem, o último retirado de um túnel das hidrelétricas, reacendendo esperanças em meio ao desastre sem precedentes.
Contexto Institucional e O peracional do Resgate
A operação de resgate, coordenada pela Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA), mobilizou quase 8.000 agentes entre polícias, militares e órgãos técnicos, que trabalharam incansavelmente para localizar sobreviventes em áreas de difícil acesso, marcadas por deslizamentos de grande porte e lama espessa. As condições climáticas adversas e a instabilidade geológica dificultaram o acesso às regiões afetadas, especialmente nas localidades próximas às usinas hidrelétricas, onde o homem foi encontrado vivo dentro de um túnel subterrâneo após intensa escavação.
Além do impacto humanitário imediato, o desastre revelou a vulnerabilidade do Nepal diante de eventos climáticos extremos, agravados pelo degelo acelerado das geleiras himalaias, fenômeno ligado às mudanças climáticas. O tremor gerado pelo colapso da geleira teve magnitude equivalente a 5,2 na escala Richter, conforme informou a NDRRMA, desencadeando ondas de choque que ampliaram o campo de destruição em dezenas de quilômetros.
Mais de 20 mil residências foram totalmente ou parcialmente destruídas, segundo a NDRRMA.
Repercussão Técnica e Perspectivas de Reestruturação
A declaração do chefe da NDRRMA, Dharma Raj Upreti, reforçou o compromisso institucional com a continuidade das operações: 'A missão prosseguirá enquanto houver qualquer chance de achar sobreviventes. Mesmo sem sobreviventes, recuperaremos os corpos', evidenciando a seriedade e a metodologia rigorosa adotada nos trabalhos de busca.
Especialistas apontam que o processo de reconstrução exigirá recursos significativos e planejamento estratégico coordenado pelo governo nepalês, com apoio internacional para viabilizar a reconstrução de mais de 20 mil residências e restabelecer infraestruturas críticas como estradas e redes elétricas.



