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ONU aprova mapa-múndi real da África, corrige distorção histórica

PorThays MartinsVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 11:09
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ONU aprova mapa-múndi real da África, corrige distorção histórica
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Assembleia Geral da ONU aprovou, em 4 de setembro, a adoção de um novo mapa-múndi que corrige a distorção da projeção Mercator, com 164 votos a favor e apenas os Estados Unidos se opondo
  • O novo mapa-múndi corrige a distorção histórica que exagerava o tamanho dos países do norte e do sul em relação à África, que era representada com tamanho similar ao da Groenlândia, embora seja cerca de 14 vezes maior
  • A resolução incentiva governos, escolas e organizações internacionais a adotarem a projeção da Terra Igual como ferramenta para promover justiça cognitiva e reparação memorial
Resumo Editorial

A O NU adotou por unanimidade a projeção Igual, que corrige distorções históricas ao reequilibrar geograficamente a África, visando justiça cognitiva e mudança nas narrativas globais.

Na 77ª sessão da Assembleia Geral da O NU, realizada em 4 de setembro de 2023, os Estados-membros aprovaram por maioria esmagadora — 164 votos a favor e apenas um contra — a adoção do novo mapa-múndi Igual, que substitui a projeção Mercator, amplamente utilizada desde o século XVI, por uma representação cartográfica que busca corrigir a distorção histórica que exagerava o tamanho dos países do hemisfério norte em detrimento das regiões sul e africana.

Contexto Histórico e Aprovação Institucional da Projeção Igual

A resolução foi fruto de uma iniciativa liderada pelo Togo, com amplo suporte da União Africana e de países do mundo em desenvolvimento, que há décadas denunciam a desproporcionalidade cartográfica como manifestação de desigualdades coloniais e epistemológicas; o novo mapa, ao representar o planeta com a África centralizada e com proporções geográficas mais equilibradas, visa promover o que os proponentes denominam 'justiça cognitiva' — ou seja, uma compreensão mais fiel da realidade geográfica que influencia decisões educacionais, políticas e econômicas globais.

O texto aprovado pela O NU reconhece que nenhuma projeção cartográfica é isométrica em relação à superfície terrestre, mas defende que a Igual oferece uma base mais ética para a formação de consciência espacial e para o reconhecimento histórico das relações de poder que moldaram as convenções cartográficas ocidentais.

Ponto de Destaque

A África, que anteriormente era representada com um tamanho semelhante ao da Groenlândia — cerca de 14 vezes menor que sua dimensão real — passa a ocupar proporção adequada no novo mapa-múndi adotado pela O NU.

Repercussão Internacional e Desafios na Implementação da Nova Cartografia

Governos nacionais, instituições educacionais e empresas tecnológicas foram instimulados pela resolução a adotar a projeção Igual em seus processos de ensino, pesquisa e desenvolvimento de produtos digitais, embora sem obrigatoriedade legal; países como Brasil, África do Sul e Índia já iniciaram estudos para integração gradual do novo padrão em seus sistemas cartográficos oficiais.

A posição dos Estados Unidos, que se opuseram à medida com base em interesses estratégicos e céticos quanto à utilidade prática da mudança, destacou tensões geopolíticas subjacentes à disputa pelo controle da narrativa geográfica global.

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Atenção / Ponto Crítico
O s Estados Unidos terão até 31 de dezembro de 2025 para apresentar relatório técnico sobre os impactos da mudança na cartografia oficial federal, sob pena de revisão de políticas de educação geográfica.

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