Durante sabatina transmitida pela TV no sábado (29), o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) apresentou um conjunto de propostas tecnológicas para a administração pública, entre elas a criação de uma secretaria executiva de Inteligência Artificial e Robótica, a redução de ministérios para 8-10 unidades e a implementação de drones acionados pelas delegacias no combate à violência contra mulheres, além de um aplicativo com botão de alerta georreferenciado para casos de ameaça iminente.
Contexto Institucional e Propostas de Reestruturação Governamental
Na análise detalhada da sabatina televisiva, Cury revelou planos ambiciosos para modernizar o Estado brasileiro, propondo a instauração de uma estrutura técnica vinculada à inteligência artificial e à robótica, com objetivo de mitigar os efeitos desestabilizadores da automação sobre o mercado laboral. O candidato afirmou que o país enfrenta transição acelerada impulsionada pela tecnologia, prevendo que, em quatro a cinco anos, milhões de empregos deixarão de existir sem que políticas públicas adequadas estejam em vigor.
Além da proposta de reestruturação administrativa, Cury defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública e a utilização estratégica de drones acionados pelas delegacias, capazes de chegar ao local do crime antes dos policiais para identificar ameaças imediatas às mulheres. O candidato também destacou a necessidade de um aplicativo com botão de alerta que georreferencie ocorrências em tempo real para as delegacias mais próximas, embora reconheça limitações impostas pela desigualdade na cobertura de internet em certidades.
Cury alertou que, sem preparo para as mudanças tecnológicas, o Brasil pode registrar 'dezenas de milhões de desempregos' nos próximos quatro ou cinco anos
Repercussão Jurídica e Estratégias Diplomáticas
A proposta de redução dos ministérios para 8-10 unidades gerou questionamento jurídico sobre a constitucionalidade da alteração do arcabouço ministerial, enquanto especialistas em administração pública analisam os impactos da fusão ou extinção de pastas governamentais. Autoridades do Poder Executivo reforçaram que eventuais mudanças dependeriam de avaliação técnica e observância aos princípios constitucionais da continuidade dos serviços públicos.
No campo da política externa, Cury defendia o uso estratégico de influenciadores digitais nas embaixadas brasileiras para valorizar produtos nacionais no exterior sem elevar custos operacionais, sugerindo ainda o treinamento de diplomatas para atuar como emissores da imagem do país. A iniciativa busca transformar o Brasil em 'supermercado do mundo', segundo o candidato, contrariando a visão tradicional de exportador primário.



