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Ciência

Unesp identifica compostos cancerígenos em plásticos e espumas descartadas no Brasil

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 16:00
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Unesp identifica compostos cancerígenos em plásticos e espumas descartadas no Brasil
Fatos Rápidos da Notícia
  • Pesquisadores da Unesp coletaram 207 amostras de resíduos de construção, veículos em fim de vida, estofados e artigos infantis na região metropolitana de Sorocaba, identificando altos níveis de compostos tóxicos associados ao câncer em materiais descartados
  • 95% das amostras continham compostos tóxicos, sendo que 13 excederam o nível mais preocupante segundo o engenheiro ambiental David Burgos
  • O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que o uso de PBDEs em novos aparelhos eletroeletrônicos é proibido no Brasil, mas o risco atual está nos equipamentos antigos fabricados antes de 2005, com reciclagem autorizada até 2030
Resumo Editorial

Estudo da Unesp revela que 95% das amostras de resíduos plásticos e espumas contêm compostos cancerígenos, com 13 casos críticos identificados em materiais autorizados para reciclagem até 2030.

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificaram níveis preocupantes de compostos tóxicos associados ao câncer em 207 amostras de resíduos de construção, veículos encadeirados, estofados e artigos infantis coletados na região metropolitana de Sorocaba, revelando que 95% desses materiais continham substâncias perigosas, com 13 amostras ultrapassando os limites considerados mais críticos segundo o engenheiro ambiental David Burgos.

Contexto Científico e Metodologia da Apuração

O s pesquisadores conduziram o estudo por meio da coleta sistemática de amostras em quatro categorias principais — resíduos de construção e demolição, veículos em fim de vida útil, estofados e artigos infantis — em pontos estratégicos como centro de desmanche, aterro sanitário e associações de reciclagem na região metropolitana de Sorocaba, interior de São Paulo, sob parceria entre a Unesp e a Universidade de Birmingham, no Reino Unido.

A análise revelou que os compostos tóxicos detectados eram plastificantes retardantes de chama, substâncias historicamente utilizadas pela indústria por sua estabilidade térmica e baixo custo, e que permanecem presentes em materiais como espumas de móveis, carcaças plásticas de equipamentos eletrônicos e artigos destinados a crianças, mesmo após décadas de uso.

Ponto de Destaque

95% das amostras continham compostos tóxicos associados ao câncer, com 13 casos críticos detectados em materiais recicláveis autorizados até 2030.

Repercussão Técnica e Desafios Regulatórios

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que o uso de PBDEs na fabricação de novos aparelhos eletroeletrônicos é proibido no Brasil desde 2005, conforme a Convenção de Estocolmo, à qual o país é signatário desde 2004, mas que o risco atual reside nos equipamentos antigos produzidos antes dessa data, com reciclagem legal autorizada até 2030.

Especialistas apontam que a ausência de protocolos específicos para análise química de PBDEs nos processos atuais de logística reversa compromete a segurança da reciclagem, exigindo protocolos rigorosos para garantir que materiais contaminados não reentrem no ciclo produtivo.

Atenção / Ponto Crítico
Reciclagem autorizada até 2030 exige triagem química obrigatória para evitar contaminação cruzada em novos produtos e proteger a saúde pública.

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