Na manhã do dia 18 de setembro de 2026, a Polícia Federal deflagrou a O peração Sonar, culminando na prisão de Maurício Moura Figueiredo e na apreensão de malas contendo R$ 1 milhão, em um dos pontos mais polêmicos do esquema investigativo que aponta o ex-presidente da Companhia Docas do Pará, Jardel Rodrigues da Silva, como articulador central de desvios financeiros envolvendo recursos públicos da estatal.
Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação
Segundo decisão da 4ª Vara Federal Criminal do Pará, a contratação direta do contrato nº 17/2024 pela Companhia Docas do Pará com a Moura e Figueiredo Contabilidade Ltda., no valor de R$ 2,3 milhões, ocorreu por 'inviabilidade de competição', apesar da empresa possuir capital social de apenas R$ 104,5 mil e prestar serviços técnicos nas áreas tributária, fiscal, trabalhista, administrativa, orçamentária e contábil.
A suspeita centraliza-se em indícios de sobreposição entre as funções exercidas por empregados da CDP — especialmente no setor financeiro — e as atribuições contratadas à empresa de contabilidade, com apurações que revelam repasses antecipados em até 20 dias e ausência de fiscalização efetiva sobre a execução dos serviços.
O contrato de R$ 2,3 milhões firmado com uma empresa de capital social inferior a R$ 105 mil gerou suspeitas de favorecimento pessoal e desvio sistemático de recursos públicos.
Repercussão Jurídica e Cenários Futuros
A Procuradoria da República no Pará e o Ministério Público Federal (MPF) destacam que o escritório de Maurício Moura recebia faturamento preferencial e ultra-veloz, com antecipações médias de 20 dias, criando aparência de legalidade à operação contábil suspeita.
Com a suspensão do contrato e os indícios de participação do ex-presidente no esquema, autoridades sinalizam que eventuais condenações podem incluir responsabilização criminal por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e prevaricação.



