Na manhã de sexta-feira, 25 de setembro, o Distrito Federal testemunhou um crime de alto impacto com a descoberta do corpo carbonizado de um recém-nascido masculino em monte de lixo no Setor de Indústria e Abastecimento, no Distrito Federal, após incêndio reportado à Polícia Militar às 7h50, com a mãe do bebê e seu companheiro sendo presos em flagrante pela 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) sob suspeição de infanticídio.
Contexto Institucional e Procedimentos Investigativos
A perícia do Instituto Médico Legal (IML) e da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SICVIO) da 27ª Delegacia de Polícia estão avaliando se a criança nasceu com vida ou foi assassinada, com foco na análise da placenta colada ao cadáver e na busca por vestígios de abortivo no domicílio da mãe, conforme informou o delegado responsável pelo caso, Zander Vieira Pacheco.
As investigações apuraram que a gravidez teria sido ocultada pelos envolvidos, que negavam o estado avançado da gestante, enquanto a Polícia Civil descartou a versão de aborto espontâneo após identificar imagens que comprovam o descarte deliberado do corpo no lixo.
O corpo do recém-nascido foi localizado carbonizado em monte de lixo, com a placenta ainda colada ao cadáver, evidenciando possível ocultação da gravidez e crime contra a vida infantil.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
O delegado Zander Vieira Pacheco destacou que os envolvidos responderão por infanticídio e que as investigações seguirão com perícia complementar na residência da mãe para esclarecer as condições do óbito e eventuais indícios de aborto induzido.
As autoridades já identificaram todos os suspeitos e estão coordenando esforços para confirmar se houve omissão ou ação deliberada por parte do casal, enquanto o Ministério Público analisa a possibilidade de aplicar medidas cautelares mais rigorosas durante o inquérito.



