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Economia

Setor brasileiro discute cota própria para exportar carne bovina aos EUA

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 08:07
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Setor brasileiro discute cota própria para exportar carne bovina aos EUA
Fatos Rápidos da Notícia
  • Indústria brasileira discute cota própria de 100 mil a 200 mil toneladas anuais para os EUA
  • Reabanho dos EUA é o menor desde 1951, com 86,2 milhões de cabeças
  • USDA projeta alta de 8,7% nos preços da carne bovina em 2026
Resumo Editorial

A indústria de carne bovina do Brasil avalia a criação de uma cota individual de exportação para os Estados Unidos, buscando maior previsibilidade no mercado americano enquanto o país enfrenta a menor quantidade de gado em décadas.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) debate a possibilidade de negociar um volume anual entre 100 mil e 200 mil toneladas de carne bovina exclusivamente para os Estados Unidos. A discussão ocorreu durante a 65ª Conferência Anual do Meat Import Council of America (MICA), no Arizona, e ainda não se transformou em uma proposta oficial ao governo americano. Durante um painel sobre política comercial na quarta-feira (4), o presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou que, apesar das tensões tarifárias recentes, Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação comercial relevante com potencial de ampliação. O setor argumenta que a carne brasileira pode atender necessidades específicas da indústria americana, especialmente no fornecimento de cortes magros para carne moída e hambúrgueres.

Atualmente, o Brasil não possui uma cota individual de importação nos EUA, fazendo parte de um grupo de países que compartilham um volume destinado a nações sem reservas específicas. Do lado americano, a demanda por mais fontes de abastecimento é impulsionada pela queda drástica do rebanho nacional. Segundo o USDA, os Estados Unidos iniciaram 2026 com 86,2 milhões de bovinos e bezerros, o menor patamar para janeiro desde 1951, com matrizes em nível histórico baixo. Essa restrição oferta contribuiu para uma projeção de alta de 8,7% nos preços médios da carne bovina e vitelo em 2026, muito acima da média dos alimentos. O governo brasileiro, representado pelo secretário Augusto Billi do Ministério da Agricultura e Pecuária, defende maior previsibilidade nas relações comerciais e aprofundamento do diálogo regulatório com o USDA.

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