O Ministério da Saúde enviou, nesta sexta-feira (6/11), cem doses da vacina contra a mpox ao Distrito Federal. O repasse foi feito um dia após a Secretaria de Saúde do DF solicitar reforço do estoque, que estava zerado, conforme informado pela pasta.
A demanda surgiu depois que a capital registrou 23 casos da doença em 2026. O caso mais recente foi confirmado na segunda-feira (2/11) e envolve um morador do Guará, de 32 anos, que preferiu não se identificar por medo de preconceito e culpabilização pela infecção.
O paciente relatou ter sentido os primeiros sintomas em 26 de outubro, incluindo febre alta, dor de garganta, dor de cabeça e dores leves pelo corpo. Dias depois, o surgimento de bolhas com pus nas mãos, pés, costas, peito, cabeça e rosto levou à suspeita de mpox, confirmada por exame laboratorial molecular.
A orientação do Ministério da Saúde prioriza a vacinação para pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Estão incluídos indivíduos vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 ou 200 células/mm³, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.
Também podem receber o imunizante pessoas que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais, além do compartilhamento de roupas, toalhas e lençóis contaminados.
Os sinais mais comuns são erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos. A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam cicatrizadas e uma nova camada de pele se forme.
Até 5 de novembro, o Brasil havia registrado 835 casos de mpox. O Ministério da Saúde afirmou que novos envios serão feitos conforme a necessidade das localidades e que solicitou a aquisição de até vinte mil doses para reforçar a reserva nacional.



