Um estudo publicado na revista Neurology analisou 352 mulheres nascidas em 1944 e descobriu que aquelas com maior período entre a primeira menstruação e a menopausa apresentaram menos sinais de alterações nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro aos 70 anos. A cada ano adicional de duração reprodutiva, a probabilidade de ter dois ou mais indícios de danos vasculares caiu aproximadamente 8%, sendo a menopausa tardia o fator mais relevante nessa redução.
Os exames de ressonância magnética revelaram ainda que mulheres que fizeram terapia hormonal durante a menopausa tiveram menos alterações nos vasos cerebrais e maior preservação da substância branca, região responsável pela comunicação entre partes do cérebro. Pesquisadores observaram uma camada mais espessa do córtex em áreas afetadas pelo Alzheimer apenas em portadoras da variante genética APOE-ε4 que utilizaram o tratamento.



