Na sexta-feira (25/9), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) formalizou a denúncia contra ao menos 29 perfis nas redes sociais que divulgaram boato de que ele retiraria Nossa Senhora Aparecida do título de padedeira nacional, acionando a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para investigar possível prática de crime eleitoral.
Apuração da O peração de Disfusão e Estrutura Jurídica da Denúncia
A equipe jurídica do candidato protocolou uma notícia-crime na PGE, com base em perícia técnica que identificou padrões de publicação coordenada entre contas no X (antigo Twitter), Facebook e Instagram, além de compartilhamento por parlamentares e páginas políticas, com o objetivo de mapear a origem e a estrutura administrativa das contas envolvidas.
Conforme laudo preliminar da campanha, os perfis analisados exibem sincronização temporal e identidade visual consistente, indicando possível coordenação entre agentes com interesse em desestabilizar a imagem do candidato por meio de desinformação eleitoral.
A denúncia formaliza a suspeita de ação coordenada por 29 perfis para manipular a opinião pública em plena fase eleitoral.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
A Procuradoria-Geral Eleitoral acolheu o pedido e comunicou a abertura imediata de procedimento para apurar a responsabilidade civil e criminal dos envolvidos, com foco na configuração do crime eleitoral previsto no artigo 41 da Lei nº 9.504/97.
O TSE já havia corrigido uma informação errada divulgada pela GloboNews sobre o tema na noite anterior ao protocolo da ação, reconhecendo que a confusão derivou de interpretação equivocada de declaração antiga do candidato sobre um eventual 'Brasil do Senhor Jesus Cristo', não sobre a padroeira.



