O ex-secretário-executivo da Secretaria de Saúde da prefeitura de Goiânia, Quesede Ayres Henrique, comprovou via pagamentos que a lobista Roberta Luchsinger recebeu pelo menos R$ 570 mil em 2024, enquanto o empréstimo de R$ 710 milhões do Banco do Brasil foi aprovado pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad em 30 de agosto de 2024, após complementação de documentos exigida pelo Tesouro.
Contexto Institucional e Procedimentos de Aprovação
A apuração do, baseada em comprovantes bancários e registros financeiros, revelou que os pagamentos a Roberta Luchsinger ocorreram em duas fases distintas: uma soma de R$ 390 mil foi transferida pela Construservice entre 21 e 21 de agosto, e um montante adicional de R$ 180 mil foi efetuado até 30 de agosto, com origem não identificada na última transação.
O empréstimo ao município foi formalmente autorizado pelo ministro Fernando Haddad após a análise técnica do Tesouro Nacional, que exigiu complementação documental para validar a viabilidade fiscal, conforme registrado em nota oficial emitida pela pasta em setembro de 2024.
Roberta Luchsinger recebeu R$ 570 mil em pagamentos direcionados por Quesede Ayres enquanto o município assegurava aval federal para um empréstimo de R$ 710 milhões.
Repercussão Jurídica e Implicações Institucionais
A Controladoria-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República foram acionadas para apurar possível prática de favorecimento ou violação à Lei de Acesso à Informação, já que os valores transferidos não guardam relação direta com as obras financiadas pelo empréstimo do Banco do Brasil.
A defesa de Roberta Luchsinger e do empresário Eduardo "DP" Barros negam qualquer irregularidade, enquanto a Secretaria de Saúde de Goiânia, sob novo comando, informa que investiga os fatos e aguarda posicionamento formal das autoridades envolvidas.
0,12 vez sua receita corrente líquida, quando o teto legal é de 1,2. O gasto anual com o pagamento da dívida ficou em 4,18% da receita, abaixo do limite de 11,5%.}



