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Polícia

promotor diz ter sido empurrado por advogado em SP: confira os principais fatos apurados

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 33 min
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promotor diz ter sido empurrado por advogado em SP: confira os principais fatos apurados
Fatos Rápidos da Notícia
  • O promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku, com mais de 30 anos de carreira e 20 anos no Tribunal do Júri, foi empurrado por um advogado durante o julgamento de Emerson Silva de Brito no Plenário 4 da 4ª Vara do Júri de São Paulo, na última quinta-feira (17).
  • A defesa de Mauro Ribas Junior e Renato Soares do Nascimento nega contato físico, alegando que Yabiku simulou a queda e que as imagens mostram ausência de agressão física, com o promotor dobrando os joelhos e se jogando de costas no chão.
  • O juiz Paulo Fernando Deroma de Mello dissolveu o Conselho de Sentença e encerrou a sessão devido à recusa da defesa em continuar o julgamento após o incidente, citando custos ao Estado e atraso na prestação jurisdicional.
Resumo Editorial

O promotor Thomas Mohyico Yabiku, com 30 anos de carreira, caiu durante o julgamento de Emerson Silva de Brito após suposto empurrão do advogado Renato Soares do Nascimento, cuja versão é contestada pela defesa que alega simulação e já houve decisão judicial para retomar o processo.

Confusão no Júri: Promotor é Empurrado por Advogado em São Paulo

O promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku, com mais de 30 anos de carreira e 20 anos de atuação no Tribunal do Júri, afirmou ter sido empurrado por um advogado durante o julgamento de Emerson Silva de Brito no Plenário 4 da 4ª Vara do Júri de São Paulo, na última quinta-feira (17). O incidente ocorreu durante a sustentação oral da acusação, quando o promotor relatou que o defensor Renato Soares do Nascimento teria se posicionado de forma agressiva à sua frente, culminando em um suposto empurrão que o fez cair ao chão. A defesa de Mauro Ribas Junior e Renato Soares do Nascimento nega categoricamente qualquer contato físico, alegando que Yabiku simulou a queda e que as imagens comprovam ausência de agressão física, com o promotor dobrando os joelhos e se jogando voluntariamente no solo.

Ponto de Destaque

O promotor afirmou ter sido empurrado por um advogado durante o julgamento, mas a defesa contesta a versão dos fatos, alegando simulação.

A Procuradoria-Geral de Justiça do MPSP e a APMP emitiram notas de apoio ao promotor, destacando sua longa trajetória institucional e a ausência de reação violenta por parte dele. Segundo os registros em ata, Mauro Ribas, que filmava a sessão da plateia, teria proferido ofensas ao promotor após o ocorrido, enquanto o juiz Paulo Fernando Deroma de Mello determinou a retirada do advogado que estava presente na plateia. Em decisão motivada pela recusa da defesa em prosseguir com o julgamento, o magistrado dissolveu o Conselho de Sentença e encerraram a sessão, citando custos ao Estado e atraso na prestação jurisdicional como fatores decisivos para a interrupção.

Divergências sobre a Dinâmica do Confronto

0>De acordo com o relato formal registrado na ata processual, o conflito teria sido iniciado quando Yabiku se aproximou do réu e fez referência ao direito constitucional ao silêncio. A defesa sustenta que foi solicitada a intervenção do juiz e que, posteriormente, o promotor dirigiu-se ao advogado com intenção provocativa, culminando em uma queda intencional por parte de Yabiku. As imagens capturadas por Mauro Ribas são apontadas como prova de que não houve contato físico prévio, já que mostram Yabiku dobrando os joelhos e caindo de costas no chão sem sinais claros de impacto externo. Além disso, os defensores alegam ter sofrido abalo emocional com o episódio, justificando sua incapacidade de continuar defendendo seus clientes.

A versão apresentada pela acusação difere significativamente: Yabiku afirma que foi alvo de conduta hostil por parte do advogado durante a sustentação oral, com gritos e aproximação física que culminaram na queda. O Ministério Público reforçou sua posição ao destacar que o promotor não reagiu fisicamente à suposta agressão e colocou-se à disposição para dar continuidade ao processo. Apesar da controvérsia, o juiz Deroma considerou inaceitável a paralisação do julgamento por parte da defesa, determinando seu encerramento para preservar a regularidade do rito processual.

Ponto de Destaque

O juiz Paulo Fernando Deroma dissolveu o Conselho de Sentença e encerrou a sessão devido à recusa da defesa em continuar o julgamento após o incidente.

O caso deve ser reiniciado em nova data após a regularização dos procedimentos e análise das evidências apresentadas. A Polícia Judicial ainda aguarda laudo pericial sobre as imagens para esclarecer os detalhes técnicos da suposta cena violenta. Enquanto isso, as entidades envolvidas reiteram seus posicionamentos: o MPSP apoia Yabiku sem questionar sua conduta profissional; já a defesa mantém que houve manipulação da narrativa para prejudicar seus clientes. O episódio reacende debate sobre os limites das relações entre acusação e defesa em processos judiciais intensos, especialmente em fóruns como o Tribunal do Júri.

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