A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apura o feminicídio consumado de Jussiara Ferreira dos Santos, ocorrido por volta das 4h do sábado (29/8), no bairro Samambaia (DF), após a vítima ser encontrada com ferimentos graves e, posteriormente, falecer no Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
Apuração Criminal e Contexto Imediato da Investigação
A morte da vítima foi constatada na manhã de sábado, após a equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atender uma ocorrência envolvendo uma mulher ferida por arma branca na QR 514, em Samambaia. O s primeiros registros indicam que a vítima chegou à residência já lesionada, relatando que a agressão havia ocorrido na QR 504, sendo o caso inicialmente formalizado na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte).
Conforme informações da Polícia Civil, a irmã da vítima informou ao que o principal suspeito é o ex-companheiro de Jussiara, enquanto uma terceira pessoa, identificada como amiga da vítima, também foi detida em flagrante. O homem de 44 anos e a mulher de 42 anos foram apreendidos nos dias subsequentes ao crime, sob acusação de homicídio qualificado e feminicídio.
O reclassificação do caso como feminicídio consumado ocorreu após a confirmação da morte da vítima no HRT, quando a 32ª Delegacia de Polícia assumiu as diligências e formalizou a investigação sob o critério legal previsto no Código Penal para o crime contra a vida de uma mulher.
As investigações seguem com foco na dinâmica entre os envolvidos, com apuração sobre possíveis desavenças prévias, motivação do crime e participação efetiva dos dois suspeitos.
Jussiara Ferreira dos Santos foi morta em Samambaia (DF) em 29/8, e o caso foi classificado como feminicídio consumado pela 32ª Delegacia.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Polícia Civil destacou que as prisão dos suspeitos ocorre em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário, com base em indícios robustos de participação direta nos atos violentos. A mulher detida, identificada como 'amiga' da vítima, teria colaborado logisticalmente ou como cúmplice no crime.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) já requisitou o afastamento das medidas cautelares e aguarda o laudo pericial para definir as próximas fases da acusação. As autoridades ressaltam que o feminicídio consumado pode acarretar pena máxima de 30 anos de reclusão.
O caso segue sob intenso sigilo investigativo, com a PCDF orientando que eventuais novas informações sejam encaminhadas por meio dos canais oficiais para contribuir com a apuração.



