A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), deflagrou na manhã de 31 de agosto a O peração Keep The Faith, culminando na prisão em flagrante de três indivíduos suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada no furto de idosos e pessoas vulneráveis, com prejuízo estimado em cerca de R$ 50 mil, conforme consta no inquérito policial que apura quatro ocorrências ocorridas entre junho e julho no Distrito Federal e passagens por Minas Gerais, Bahia e São Paulo.
Contexto Institucional e Dinâmica do Grupo Criminal
A apuração da PCDF revelou que os suspeitos operavam com veículos alugados, adotando o modus operandi de abordagem informal a idosos em pontos próximos a agências bancárias, onde ofereciam produtos ou substâncias 'abençoadas' sob a despretensão de benesses espirituais para extrair dados pessoais e financeiros, configurando fraude mediante confiança indevida como principal artifício criminoso.
O grupo, composto por indivíduos com origem na Bahia e com histórico de atuação em múltiplos estados, articulava um esquema que envolvia duas fases: a extração do cartão bancário original seguida da substituição por outro sem valor, lacrado em envelope com instrução explícita de abertura apenas após sete dias, período suficiente para a realização de saques e compras fraudulentas antes da constatação do delito.
O prejuízo causado pela quadrilha chegou a R$ 50 mil, com quatro registros criminais confirmados no Distrito Federal e desdobramentos em três estados brasileiros.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da O peração
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acionou as medidas cautelares cabíveis, destacando que os acusados responderão por associação criminosa e furtos mediante fraude, com penhora preventiva das fianças arbitradas em R$ 30 mil para cada um dos presos, totalizando R$ 90 mil conforme decisão judicial coordenada pela 1ª Vara Criminal da Capital.
As investigações seguem com foco na rastreabilidade dos recursos apreendidos – cerca de R$ 1,8 milhão – e na identificação de eventuais co-autores ou beneficiários finais do esquema, enquanto a PCDF reforça o alerta para a continuidade do modus operandi em outras regiões do país.



