Na manhã de domingo, 27 de setembro, Flávio Bolsonaro (PL) acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ter atuado com o Partido dos Trabalhadores e com agentes internos para espalhar uma notícia falsa sobre a retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida durante o processo eleitoral, enquanto a instituição repudiou veementemente qualquer envolvimento político-partidário e negou ter produzido, autorizado ou colaborado na divulgação de informações inverídicas.
Contexto Histórico e Apuração da Denúncia
A apuração revelou que a acusação de Flávio Bolsonaro baseia-se em um comentário veiculado em programa de TV que discutia o comportamento do eleitorado religioso e o papel dos católicos em relação aos evangélicos, sem atribuir diretamente ao candidato do PL a iniciativa de retirar o título mariano; posteriormente, o conteúdo circulou nas redes sociais com a versão distorcida de que o político pretendia promover a alteração legal prevista em projeto de lei de 2007 apresentado pelo deputado Victório Galli (MDB-MT), que visava substituir a expressão 'padroeira do Brasil' por 'padroeira dos brasileiros católicos apostólicos', fato reconhecido pelo canal emissor como erro de contextualização.
O episódio ganhou repercussão nacional após declarações do senador durante ato de campanha em Goiânia, onde afirmou que a CNBB teria colaborado com 'gente de dentro' para viabilizar a desinformação, posição que foi imediatamente rebatida pelo comunicado oficial da Conferência, publicado no dia 27, no qual se declara que não produz nem autoriza informações falsas em processos eleitorais e defende sua atuação como pastoral e baseada em princípios públicos.
A CNBB afirmou categoricamente que não produziu nem autorizou a divulgação de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida em nenhum processo eleitoral.



