Na contagem regressiva para o posicionamento definitivo do Movimento Democrático Brasileiro sobre sua aliança política no segundo turno das eleições presidenciais, 15 diretórios estaduais manifestaram apoio explícito ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), consolidando uma base que ultrapassa a metade da sigla e reforçando a estratégia de unificação da direita em torno do ex‑presidente Jair Bolsonaro.
Alinhamento Estadual e Estratégia de Consolidação do Apoio
A apuração realizada pela reportagem constatou que, embora o MDB tenha mantido alianças com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em estados como Pará e Alagoas, lideranças como os senadores Helder Barbalho (PA), Eduardo Braga (AM) e Marcelo Castro (PI) defendem a continuidade dessa parceria, enquanto os governadores Tarcísio Gomes de Freitas (SP) e Daniel Vilela (GO), além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, atuaram intensamente para garantir o suporte ao candidato da direita.
Antecedentes políticos e pressões internas ao partido revelam que a direção nacional do MDB busca equilibrar a fidelidade à convenção partidária – que permite livre escolha dos diretórios – com as demandas de seus principais aliados estaduais, gerando um cenário de negociação delicada que culminará na decisão oficial de Baleia Rossi, presidente nacional da sigla, prevista para 13 de outubro.
O MDB conta com 15 diretórios estaduais a favor de Flávio Bolsonaro, representando mais da metade do partido.
Repercussão Política e Desdobramentos Futuros
A formalização do apoio ao candidato da direita parte de figuras-chave como os governadores Tarcísio Gomes de Freitas e Daniel Vilela, cujas mobilizações foram articuladas com o objetivo de fortalecer a presença do MDB na base conservadora, enquanto o prefeito Ricardo Nunes, representante do partido em São Paulo, contribuiu para a revisão do posicionamento institucional.
A decisão iminente de Baleia Rossi deve definir o grau de autonomia dos diretórios estaduais e impactar diretamente a estratégia eleitoral do MDB nos próximos dias, com possíveis reflexos nas negociações com aliados tradicionais como os senadores Helder Barbalho e Eduardo Braga, que ainda defendem a manutenção da aliança com o PT.



