Na manhã de quinta-feira, 15 de maio, o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), figura de destaque na política fluminense, foi preso em flagrante pela Polícia Federal durante a oitava fase da O peração Unha e Carne, que apura esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo mais de R$ 7,6 bilhões movimentados nos últimos seis anos, com indícios de atuação como patrono político e articulador de alto escalão entre agentes econômicos e institucionais do Rio de Janeiro.
Contexto Institucional e Investigação da O peração
A prisão ocorreu no âmbito da investigação que desdobra-se na oitava fase da O peração Unha e Carne, desenvolvida pela Polícia Federal com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que apura uma rede criminosa suspeita de operar por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro, movimentando valores superiores a R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos, conforme documentos oficiais e relatórios periciais anexados aos autos da ação penal em curso.
Antecedentes revelam que Márcio Canella, já conhecido por atuação como prefeito de Belford Roxo e atual deputado estadual mais votado do estado, teria usado sua influência política para indicar ocupantes estratégicos em cargos públicos, como Marcus Vinicius Amim Fernandes na presidência do Detran do Rio e na Secretaria de Polícia Civil, além de ter articulado alterações legislativas na Alerj para viabilizar nomeações alinhadas ao grupo criminoso.
Mais de R$ 7,6 bilhões movimentados em esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Repercussão Legal e Desdobramentos Políticos
A defesa do deputado ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações formais apresentadas pela Polícia Federal, embora canais próximos ao entorno político sinalizem preocupação com a possibilidade de suspensão do mandato caso condenação seja confirmada em instância judicial definitiva.
O caso deve gerar reflexos no âmbito eleitoral e administrativo, com questionamento sobre a legitimidade da candidatura à reeleição e eventual abertura de processo disciplinar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.



