Durante o segundo dia da Convenção Nacional Republicana, em 10 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu promessa de recompensa financeira de R$ 25 mil por pessoa aos eleitores caso o Partido Republicano assegurasse vitória nas eleições de 3 de novembro para a Câmara dos Representantes e o Senado.
Contexto Institucional e Histórico da Iniciativa
A apuração jornalística confirmou que, durante discurso proferido perante milhares de apoiadores na Arena Fargo, em North Dakota, Trump reiterou compromisso de pagamento direto a cada cidadão americano que contribuísse para o sucesso eleitoral do partido no pleito de meio de mandato. A proposta, que prevê repasse de valor equivalente a aproximadamente R$ 25 mil por pessoa – calculado com base no dólar cotado em torno de R$ 5,00 – reforça estratégia de mobilização financeira e simbólica adotada pelo mandatário em campanhas anteriores, inclusive no primeiro dia da convenção, quando havia prometido US$ 5 mil (equivalente a R$ 25 mil) a cada norte-americano.
Antecedentes revelam que Trump tem histórico de utilizar incentivos econômicos como ferramenta política, inclusive em promessas de pagamento direto a trabalhadores e pequenos empreendedores durante eventos de campanha. A expectativa de vitória republicana nas urnas de novembro, aliada ao controle majoritário do partido nas duas casas do Congresso – Câmara e Senado – configura cenário estratégico para a implementação da medida, embora especialistas apontem riscos jurídicos e orçamentários à tal proposta.
Trump promete R$ 25 mil por pessoa aos eleitores se republicanos vencerem eleições de 3 de novembro.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A proposta gerou imediata reação de órgãos reguladores e especialistas em direito eleitoral, que classificaram a iniciativa como possível violação das normas de financiamento de campanha e do Código Eleitoral federal dos EUA, já que o repasse direto a indivíduos não está previsto em lei como forma legítima de gasto eleitoral. O Ministério da Justiça dos Estados Unidos ainda não se manifestou publicamente, mas fontes próximas ao presidente indicam que a medida será apresentada como 'benefício emergencial' para apoiadores.
Caso concretizado, a decisão poderá desencadear processos judiciais por abuso de poder executivo e configuração de compra de voto indireto, especialmente considerando o caráter obrigatório do juramento exigido aos apoiadores durante o evento.



