Na quarta-feira (30), o Conselho de Justificação da Polícia Militar de São Paulo concluiu a audiência que poderá culminar na expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado do feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, ocorrido em 18 de fevereiro no Brás, zona central de São Paulo, onde a vítima foi encontrada morta em seu apartamento após suposta discussão com o agente.
Contexto Administrativo e Processual da Audiência
O colegiado administrativo da própria instituição militar, responsável por avaliar a permanência de oficiais em serviço, encerrou os depoimentos sem predefinir data para o interrogatório do réu nem para o oitiva do acusado, mantendo o processo em estado de expectativa técnica, enquanto a defesa, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, informou que a última testemunha indicada já havia sido ouvida e que, após o interrogatório do tenente-coronel, será encerrada a fase de instrução processual.
Antecedentes revelam que Geraldo Leite Rosa Neto encontra-se sob prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, respondendo criminalmente por feminicídio qualificado e fraude processual, crimes apurados pelo Ministério Público após investigação que desmascarou inconsistências na versão inicial de suicídio apresentada pela defesa e constatou vestígios de sangue nas roupas do oficial e indícios de esforço para eliminar evidências.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto responde por feminicídio qualificado e fraude processual, tendo sido preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A decisão final do Conselho de Justificação poderá acarretar na expulsão definitiva do tenente-coronel da Corporação Militar, medida que implicará perda da patente e cessação dos direitos previdenciários militares, sem prejuízo das ações penais em curso que já ensejam réclusion efetiva.
Com o término da fase instrutória dependente do interrogatório do réu e depoimento do acusado, as defesas têm prazo determinado para apresentar o memorial defensivo — documento com argumentos finais e pedidos específicos — antes da submissão ao colegiado para deliberação definitiva.



