Após 15 dias de paralisação nacional, os trabalhadores dos Correios retomaram as atividades em todo o país, encerrando a greve que afetou o serviço postal em escala inédita nos últimos anos, com a decisão selada pela aprovação unânime de sindicatos e categoria laboral, após a intervenção do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou a manifestação não abusiva e determinou a compensação pelos dias não trabalhados, o reajuste salarial de 4,09% e a manutenção de 73 cláusulas do acordo coletivo vigente.
Contexto Institucional e Decisão Judicial
A greve, deflagrada em meio à reestruturação financeira dos Correios, teve como principal pauta as mudanças no plano de saúde dos funcionários e outras condições de trabalho, que motivaram resistência por parte dos trabalhadores e provocaram impasse nas negociações sindicais, com a categoria SP sendo decisiva para o encerramento da paralisação em âmbito nacional.
Antes da decisão final do TST, a Justiça do Trabalho já havia imposto a manutenção de pelo menos 80% dos empregados em atividade para garantir operação mínima dos serviços postais, medida que orientou o desfecho das negociações sem comprometer a continuidade das atividades essenciais.
A decisão do TST prevê reajuste salarial de 4,09% e mantém 73 cláusulas do acordo coletivo, compensando os trabalhadores pelos 15 dias de paralisação.
Repercussão Legal e Próximos Desdobramentos
O TST suspendeu o julgamento de dissídio e classificou a greve como não abusiva, sinalizando entendimento favorável aos trabalhadores diante da legitimidade das reivindicações sobre condições de trabalho e benefícios, enquanto a União e a estatal se comprometem a cumprir o acordo firmado.
Com a retomada das atividades, espera-se normalização gradual dos serviços nos próximos dias, conforme o fluxo logístico é restabelecido e as demandas acumuladas são absorvidas pela estrutura organizacional.



