Em vésperas das eleições no Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) confirmou o respeito à decisão das embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália de suspender os serviços consulares por "questões de segurança", apesar de ausência de evidência de ameaças concretas, enquanto a Polícia Militar do DF reforçou o policiamento com mais de 5 mil agentes destacados para garantir a tranquilidade do pleito eleitoral.
Contexto Institucional e O peracional da Decisão Consular
A decisão das embaixadas norte-americana e australiana de interromper o atendimento presencial foi comunicada oficialmente na quinta-feira (1º/10), motivada pela alegação de "questões de segurança", sem que fosse especificada qualquer ameaça concreta, conforme relatório divulgado pelos órgãos diplomáticos.
A governadora Celina Leão, em entrevista à imprensa após encontro com o Cardeal de Brasília, Dom Paulo Cézar Costa, na Catedral Metropolitana, destacou que o DF 360, plano de segurança eleitoral, já conta com mais de 5 mil agentes da Polícia Militar destacados para o monitoramento contínuo das áreas críticas, incluindo as proximidades das embaixadas.
O comando da PMDF ressaltou que, embora não haja indícios de risco iminente, o reforço no policiamento nas redondezas das representações internacionais segue em vigor por tempo indeterminado, em resposta à polarização política que carrega o cenário eleitoral brasileiro e à relevância diplomática do Distrito Federal como sede de mais de cem missões estrangeiras.
Mais de 5 mil agentes da Polícia Militar do DF estão destacados para garantir a segurança das embaixadas e do processo eleitoral em Brasília.
Repercussão Diplomática e Compromissos Institucionais
O governo australiano emitiu alerta aos cidadãos sobre possíveis atos terroristas e crimes violentos no Brasil, recomendando alto grau de cautela devido ao risco de assaltos e roubos de veículos nas grandes cidades, especialmente antes, durante e após o pleito eleitoral.
A representação dos Estados Unidos reiterou que a suspensão dos serviços consulares se deve a 'questões de segurança', sem detalhar a natureza da ameaça, enquanto a PMDF manteve postura técnica ao afirmar que o reforço policial obedecerá aos parâmetros do DF 360 sem previsão de redução imediata.



