Um Embraer Phenom E50P, aeronave de pequeno porte, saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Santos Dumont, localizado no Centro do Rio de Janeiro, na tarde de quinta-feira (27), parando no gramado adjacente à pista sem causar feridos entre os ocupantes, enquanto a operação aeroportuária foi temporariamente suspendida e desencadeou o redirecionamento de 15 voos e o cancelamento de 66 partidas até as 20h58, segundo informado pela Infraero.
Contexto Institucional e Procedimentos de Investigação
O incidente ocorreu por volta das 16h10, conforme relatado pela Infraero, após o avião de registro vinculado à empresa VEE O ne Manutenção e Serviços Ltda., sediada em Campinas (SP), perder o contato com a pista durante a fase de aterrissagem. A aeronave, que transportava um piloto e um tripulante, desceu do asfalto e veio a repousar no gramado ao lado da pista, sem que houvesse registro de vítimas ou prejuízos materiais significativos. A suspeita inicial de falha técnica ou erro operacional ainda não foi confirmada, e as autoridades acionaram imediatamente o plano de emergência, com participação do Corpo de Bombeiros na contenção da situação.
As investigações foram formalmente encaminhadas ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado ao Ministério da Aviação Civil, para apurar as causas do desvio da trajetória normal da aeronave. Dados da Anac indicam que o avião não possuía autorização para táxi aéreo nem para transporte comercial regular, o que pode indicar irregularidades operacionais prévias à ocorrência.
O Embraer Phenom E50P, com duas pessoas a bordo, evitou vítimas ao permanecer parado no gramado após sair da pista no Santos Dumont sem causar feridos.
Repercussão Técnica e Desdobramentos O peracionais
A suspensão temporária das atividades no Santos Dumont permitiu a realização de procedimentos de remoção do avião e restabelecimento gradual das operações, enquanto a Infraero coordenava o fluxo de tráfego aéreo por meio do redirecionamento de voos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e a comunicação direta com companhias aéreas afetadas. A Anac e a Cenipa devem emitir laudo técnico que esclareça se houve falha humana, mecânica ou procedural no processo de pouso.
O episódio reforça a necessidade de auditoria rigorosa nas operações de pequenas aeronaves em aeroportos urbanos congestionados, especialmente diante da liberação prevista pela CCJ do Senado para alterações regulatórias que impactam o setor aéreo nacional.



