Na madrugada de terça-feira (29), aos 55 anos, o reconhecido produtor cultural, DJ e pesquisador Edvaldo Pinto Pereira de Souza, conhecido como Azul, faleceu em Belém devido a um infarto fulminante, após mais de 25 anos dedicados à documentação e valorização da música paraense.
Contexto Histórico e Projeto Museológico da O bra de Azul
A apuração confirmou que Edvaldo Souza, figura central na preservação da identidade sonora do Pará, construiu ao longo de quase três décadas um acervo digital com mais de 5 mil títulos musicais, fruto de pesquisa sistemática iniciada em 1998 com o lançamento do MúsicaParaense. O rg.
O projeto, que se consolidou como referência na sistematização da produção musical paraense, não apenas digitalizou obras de artistas locais, mas também serviu como fonte acadêmica para estudos sobre gêneros regionais, contribuindo para a memória coletiva e a visibilidade de talentos marginalizados no cenário nacional.
Mais de 5 mil títulos musicais foram digitalizados por Azul em projeto que perdurou por 25 anos
Repercussão Institucional e Legado Cultural
A Universidade Federal do Pará (UFPA) comunicou seu falecimento através do curso de Museologia, destacando sua trajetória como graduando dedicado e presente no ambiente acadêmico.
O velório ocorrido no Teatro Margarida Schivasappa reuniu representantes da comunidade cultural e acadêmica, enquanto o Edital Apoia 2026, que selecionou 40 iniciativas de cultura popular no Pará, reforça o compromisso institucional em valorizar manifestações artísticas que Azul tanto cultivou.



