Duas frentes frias avançam pelo Brasil, reduzindo o calor e trazendo chuva no Centro-O este até 5/9, impulsionadas por ciclone extratropical e baixa pressão, segundo Climatempo.
Contexto Meteorológico e Antecedentes Climáticos
A análise técnica do Climatempo confirma que duas massas de ar frio, originárias de um ciclone extratropical no Sul e de um sistema de baixa pressão associado, avançam sobre o Centro-O este entre 31 de agosto e 5 de setembro, promovendo umidade e maior probabilidade de precipitação em áreas historicamente secas; a meteorologista Josélia Pegorim, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), ressalta que, embora a chuva trate o calor extremo com alívio momentâneo, as temperaturas acima de 40 °C permanecem persistentes no Goiás e Mato Grosso nos próximos 48 horas.
O s dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) revelam que Rondonópolis (MT) registrou 42,3 °C em 31/8 – temperatura máxima para agosto desde o início das medições instrumentais – enquanto Cuiabá (MT) alcançou 41,3 °C; em Brasília (DF), os 33,6 °C marcaram o recorde histórico de calor para o mês desde 1937, consolidando o Centro-O este como a região com as maiores temperaturas nacionais em 2024.
O Centro-O este registrou as máximas temperaturas nacionais em agosto, com Rondonópolis atingindo 42,3°C e Goiânia 39,0°C, superando marcas históricas do Inmet desde 1937.
Repercussão Climática e Diretrizes Institucionais
A meteorologista Josélia Pegorim explica que a chuva traz alívio imediato ao reduzir a sensação térmica em áreas secas, mas que o calor intenso permanece nos estados do Mato Grosso e Goiás nos próximos dois dias; segundo ela, duas frentes frias – uma mais fraca entre 31/8 e 5/9 e outra mais forte na transição para setembro – manterão altas temperaturas acima dos 40 °C mesmo com a queda térmica pontual.
Especialistas apontam que o El Niño combinado com o pico da estação seca invernal e um bloqueio atmosférico prolongado amplificam o calor no Centro-O este; o Inmet registra que sete dos dez maiores valores climáticos do país em 2024 ocorrem nessa região, evidenciando sua liderança térmica no cenário nacional.



