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Polícia

Justiça obriga Meta a reativar perfil de jornalista após bloqueio injustificado

PorMatheus LeitãoVerificadoOrtografia IAPublicado Há 55 min
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Justiça obriga Meta a reativar perfil de jornalista após bloqueio injustificado
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Justiça de São Paulo determinou a reativação do perfil do jornalista da ENIC Notícias no Instagram, administrado por Giovani da Silva, que estava suspenso há quase quatro meses.
  • A conta da ENIC Notícias, com mais de 41 mil seguidores, foi desativada por quase quatro meses após a tentativa de invasão e o bloqueio ocorreu em 1º de maio (dois dias antes da reativação em 1º de agosto).
  • O juiz Miguel Ferrari Júnior condenou a Meta ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais, determinando que a empresa comprove documentalmente a violação dos Padrões da Comunidade que justificou a suspensão.
Resumo Editorial

A Justiça de São Paulo determinou a imediata reativação do perfil jornalístico da ENIC Notícias no Instagram e condenou a Meta a indenizar em R$ 5 mil por danos morais, evidenciando a necessidade de transparência e respeito ao contraditório nas decisões automatizadas das plataformas digitais.

A Justiça de São Paulo determinou a reativação imediata do perfil do jornalista da ENIC Notícias no Instagram, administrado por Giovani da Silva, que permanecera suspenso há quase quatro meses após tentativa de invasão e bloqueio ocorrido em 1º de maio, gerando debate sobre os limites da responsabilidade das plataformas digitais frente à proteção do direito de expressão e do contraditório judicial.

Contexto Institucional e Procedimentos da Suspensão

A conta da ENIC Notícias, com mais de 41 mil seguidores, foi desativada pela Meta em 1º de maio, dois dias antes da reativação ordenada em 1º de agosto pelo juiz Miguel Ferrari Júnior, da 43ª Vara Cível de São Paulo, após o jornalista registrar boletim de ocorrência e tentar restabelecer o acesso diretamente junto à plataforma sem sucesso.

Segundo laudo pericial submetido ao magistrado, a suspensão ocorreu sem justificativa específica das violações aos Padrões da Comunidade, configurando violação ao princípio do contraditório e à isonomia jurídica, já que a ausência de detalhes impediu ao autor de demonstrar a inexistência de infração ou apresentar defesa técnica.

Ponto de Destaque

A Justiça condenou a Meta ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais pela suspensão injustificada do perfil jornalístico.

Repercussão Legal e Desdobramentos Estratégicos

O magistrado destacou que a Meta deve comprovar documentalmente a violação dos Padrões da Comunidade que fundamentou a suspensão, exigindo transparência técnica e reforçando o dever de motivação prévia às decisões automatizadas das plataformas digitais.

A Resolvvi, legaltech parceira na ação, ressaltou que o caso evidencia a crescente dependência de jornalistas independentes por ferramentas digitais essenciais para sua atividade profissional, demandando salvaguardas contra bloqueios arbitrários sem previsibilidade.

Ainda não há prazo definido para o cumprimento da indenização, mas o precedente pode embasar novas ações judiciais contra políticas opacas de moderação de conteúdo em redes sociais.

Atenção / Ponto Crítico
A Meta tem prazo legal para comprovar a violação dos Padrões da Comunidade que justificou a suspensão ou enfrentar sanções complementares previstas em lei.

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