O Banco Inter suspendeu a recomendação para o uso de dólares em espécie nas viagens internacionais, substituindo-a por soluções digitais como a Global Account e o cartão global, que oferecem custos reduzidos e maior segurança, em conformidade com a legislação brasileira que exige declaração eletrônica da Receita Federal para saídas com valores superiores a US$ 10 mil.
Contexto Institucional e Estratégia Digital
A instituição financeira reavaliou seu posicionamento sobre o uso de moeda física em viagens ao constatar que a conversão em cédulas através das casas de câmbio aplica a cotação de turismo, mais cara que a comercial utilizada pela Global Account, além de expor o viajante a riscos de perda, roubo e ausência de rastreamento.
Antecedentes indicam que a mudança reflete uma tendência global de desmaterialização financeira, com o Inter priorizando ferramentas digitais que permitem controle em tempo real, bloqueio remoto e redução do IOF para 1,1% mediante planejamento prévio, conforme relatório interno divulgado em fevereiro.
O custo efetivo do dólar na Global Account é reduzido em até 30% em relação à compra física, devido à cotação comercial competitiva e ausência de taxas ocultas.
Repercussão Legal e O peracional
A Receita Federal reforça que a obrigatoriedade de declaração eletrônica (e-DBV) para valores acima de US$ 10 mil se aplica independentemente da forma de porte, mantendo o foco na transparência fiscal e no combate à sonegação.
O Inter informa que a Global Account permite carregar recursos antes da viagem com liquidez flexível via Time Deposit, além de integrar benefícios como acesso ao Inter Lounge em O rlando e isenção de taxas em parceiros internacionais, consolidando uma estratégia omnichannel para viagens.



