Em sessão marcada por volatilidade cambial e movimentos de política monetária internacional, as taxas do Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam em baixa na terça-feira, com o DI para janeiro de 2028 cotado a 13,57%, refletindo ajuste de 9 pontos-base em relação à sessão anterior, enquanto o DI para 2035 encerrou a tarde a 13,98%, após recuo de 6 pontos-base impulsionado por declarações do presidente do Federal Reserve, John Williams.
Evolução das Taxas de Juros e Contexto Internacional
O s indicadores de juros brasileiros registraram correções acentuadas durante a jornada de negociação, em sintonia com a descontinuidade dos rendimentos dos títulos americanos, especialmente dos Treasuries de 10 anos, cujo retorno atingiu 5,29% — máximo em décadas — pressionando a curva local. A taxa do DI para janeiro de 2028, referência imediata para operações de curto prazo, consolidou-se abaixo da marca de 13,66% observada na sessão anterior, sinalizando ajuste reflexivo às movimentações globais.
Nos bastidores da volatilidade, a combinação entre dados macroeconômicos domésticos e commentary do Federal Reserve evidenciou o grau de interdependência entre os mercados financeiros avançados e os emergentes. O DI para 2035, considerado proxy de expectativas de longo prazo, recuou para 13,98% às 15h42, após o Fed sinalizar paciência na condução da política monetária norte-americana.
A taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu 13,98%, refletindo ajuste de seis pontos-base após comentários do presidente do Federal Reserve que acalmaram as expectativas de novos aumentos nos Estados Unidos.
Repercussão Política e Implicações Fiscal-Monetárias
A pesquisa eleitoral mais recente divulgada pela Atlas/Bloomberg indicou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da presidência, com 47,7% e 47,6% das intenções de voto respectivamente — margem de erro de um ponto percentual —, reforçando o cenário de incerteza institucional que pesa sobre as decisões fiscais e monetárias.
O déficit primário do Tesouro federal em agosto alcançou R$13,585 bilhões, superando projeções econômicas (R$14,400 bilhões) e representando melhora em relação ao rombo de R$15,540 bilhões observado no mesmo mês do ano anterior, enquanto o Copom deve definir novo patamar da Selic em novembro após análise dos indicadores recentes.



