A renovação do posto de rainha de bateria do Império Serrano por Quitéria Chagas para o Carnaval de 2027, anunciado durante as festividades do aniversário de Gardênia Cavalcanti, consolida um legado de oito décadas na escola e reforça o debate sobre representatividade e profissionalização no cenário carnavalesco brasileiro.
Contexto Histórico e Evolução da Representatividade na Bateria
A apuração confirmou que a veterana musa, que já acumula décadas de atuação na bateria do Império Serrano, celebrou publicamente sua continuidade no comando da bateria após conversa com a coluna Fábia O liveira durante a festa de aniversário de Gardênia Cavalcanti, realizada na última sexta-feira (21/8). Em pronunciamento, ela destacou a importância da renovação como marco para a valorização das rainhas negras e sambistas, trajetória que iniciou nos anos 1990 quando enfrentava resistência para que mulheres negras ocupassem posições de liderança nas escolas de samba.
Antecedentes revelam que o Império Serrano, ao completar 80 anos no próximo ano, tem histórico de inovação técnica e cultural, tendo sido pioneiro na introdução da comissão de frente e na valorização da fantasia elaborada. A escolha de Quitéria Chagas, referida como 'uma rainha negra que sempre lutou muito pra que a gente aumentasse a quantidade de rainhas negras na frente da bateria', sinaliza uma mudança estrutural rumo à maior inclusão no comando das agremiações, alinhando-se a movimentos sociais que pressionam pelo reconhecimento da ancestralidade negra no samba.



