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Política

Ex-tesoureiro de Barra Mansa condenado a 8 anos por desviar R$ 13 milhões e alimentar vício em apostas

PorJosé Augusto LimãoVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 09:42
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Ex-tesoureiro de Barra Mansa condenado a 8 anos por desviar R$ 13 milhões e alimentar vício em apostas
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ex-tesoureiro da prefeitura de Barra Mansa (RJ), Matheus Borges de Oliveira, foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão por desviar R$ 13 milhões de recursos públicos
  • O crime envolve peculato-desvio e inserção de dados falsos em sistema de informações, com comprovação de movimentação de R$ 60 milhões em apostas no ano de 2025
  • A decisão judicial determinou a perda do cargo público, manutenção da prisão preventiva sem direito a recorrer em liberdade e o pagamento mínimo de R$ 13 milhões para reparação dos danos ao patrimônio público
Resumo Editorial

O ex-tesoureiro de Barra Mansa, condenado a 8 anos, desvia R$ 13 milhões, montante superior aos recursos municipais assistenciais, alimentando vício em apostas digitais.

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-tesoureiro da prefeitura de Barra Mansa, Matheus Borges de O liveira, a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão por desviar R$ 13 milhões de recursos públicos entre 2020 e 2025, mediante peculato‑desvio e falsificação de dados em sistema municipal, enquanto movimentou aproximadamente R$ 60 milhões em apostas digitais no mesmo período.

Apuração Judicial e Detalhes do Desvio Financeiro

A sentença, proferida pela 1ª Vara Criminal da Capital fluminense, destacou a comprovação da materialidade do crime por meio da Tomada de Contas Especial da prefeitura e de auditoria contábil que identificou rombos sistemáticos nos fundos assistenciais municipais, além da existência de movimentações bancárias incompatíveis com a remuneração do servidor público.

Conforme apurado nas investigações, Matheus Borges teria utilizado recursos públicos para cobrir perdas acumuladas em plataformas de apostas digitais, intensificando o desvio após o desenvolvimento de vício em jogos de azar, o que configurou também o crime de inserção de dados falsos no sistema de informações da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 13 milhões foram desviados dos cofres públicos da prefeitura entre 2020 e 2025, montante que supera a totalidade dos recursos aplicados em programas assistenciais municipais durante o mesmo intervalo.

Consequências Jurídicas e Repercussões Setoriais

A decisão judicial determinou a perda imediata do cargo público, a manutenção da prisão preventiva sem direito a relaxo para liberdade e a obrigação de ressarcir o erário no valor mínimo de R$ 13 milhões, reforçando a responsabilização patrimonial do servidor.

Entidades como o Ministério Público Federal, a AGU e associações de servidores já sinalizaram a necessidade de revisão dos controles internos nos municípios fluminenses, enquanto o setor de apostas digitais deve enfrentar maior fiscalização e eventuais sanções por conivência no desvio de recursos públicos.

O pagamento integral dos R$ 13 milhões ao Tesouro Nacional deverá ser efetuado até 30 dias após o trânsito em julgado da sentença.

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