A pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 1º de setembro, revela que o psiquiatra Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, registra 11% nas intenções de voto, consolidando-se como terceiro candidato no primeiro turno, atrás apenas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), após avançar 10 pontos percentuais em relação à última medição realizada em julho.
Contexto da Apuração e Dinâmicas de Voto
A análise do levantamento realizado pela consultoria Real Time Big Data, com amostragem representativa nacional, indica que o crescimento de Cury se deve a uma notável polarização no eleitorado, especialmente entre mulheres e eleitores com mais de 60 anos, cujas intenções de voto aumentaram 13 e 12 pontos percentuais, respectivamente, entre julho e setembro. Esse movimento contrasta com a estagnação observada em candidatos tradicionais, como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, que registraram perdas de 3 e 3 pontos percentuais.
O cenário atual reflete uma reconfiguração política em que candidatos com perfis menos enraizados nas disputas ideológicas tradicionais têm ganhado visibilidade, sobretudo em grupos que buscam alternativas à polarização acirrada. A ascensão de Cury também é reforçada por sua presença marcante nas redes sociais, onde acumulou 2,1 milhões de seguidores em três dias na plataforma Instagram, sinalizando um engajamento digital que transcende os indicadores tradicionais de intenção de voto.
Augusto Cury subiu 10 pontos percentuais nas intenções de voto entre julho e setembro, passando de 1% para 11%, impulsionado por um crescimento de 13 pontos entre mulheres e 12 pontos entre eleitores com 60 anos ou mais.
Repercussão Política e Desafios Institucionais
A campanha do psiquiatra tem adotado uma estratégia focada em acessibilidade e proximidade digital, utilizando conteúdo educativo e interações diretas com o eleitor para ampliar sua credibilidade em um cenário dominado por discursos polarizadores. O crescimento registrado na terceira via sinaliza uma possível abertura para vozes que antes eram marginalizadas no debate nacional.
Especialistas apontam que o fenômeno Cury pode refletir uma demanda por propostas menos ideológicas e mais centradas em questões técnicas, como saúde mental e políticas sociais diretas. No entanto, a validação desse impulso dependerá da consistência da campanha no campo eleitoral e da capacidade de traduzir engajamento online em mobilização efetiva nas urnas.



