O Distrito Federal registrou 99 hectares de desmatamento em 2025, representando um salto de 216,2% em relação aos 31 hectares de 2024, conforme o Relatório Anual do Desmatamento (RAD) divulgado pelo MapBiomas em maio de 2026.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A análise dos dados revela que o aumento significativo no DF decorre do 'efeito base baixa', já que 2024 marcou o menor valor da série histórica, com apenas 31 hectares desmatados, segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram). A supressão de vegetação concentra-se em áreas rurais de uso controlado, conforme o Plano Diretor de O rdenamento Territorial (PDOT), sendo legalmente autorizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-DF), embora gere debates sobre sua contribuição à fragmentação de habitats e à alteração dos ciclos hidrológicos.
Além do contexto local, o DF está insero no Cerrado, bioma que concentra 55% do desmatamento nacional em 2025, totalizando 540.614 hectares. Apesar da queda histórica do desmatamento brasileiro — que atingiu pela primeira vez menos de um milhão de hectares, uma redução de 20,6% em relação a 2024 —, o DF figurou entre os nove entes federativos com crescimento na área desmatada, levantando questionamentos sobre a eficácia das políticas ambientais regionais.
O DF registrou 99 hectares de desmatamento em 2025, um aumento de 216,2% em relação ao recorde histórico de 31 hectares de 2024.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Sema-DF reforça que todas as supressões registradas entre 2024 e 2025 obedecem às normas do PDOT e são precedidas por autorizações técnicas, destacando que a atividade ocorre exclusivamente em áreas rurais de uso controlado. A instituição também ressalta a intensificação das medidas de fiscalização, monitoramento por satélite e manejo integrado do fogo para conter avanços futuros.
Especialistas apontam que, embora o DF contribua minimalmente para o total nacional de desmatamento, a fragmentação do Cerrado causada pelo desmate local pode comprometer a biodiversidade e reduzir a infiltração hídrica, agravando riscos como enchentes e escassez hídrica. A necessidade de equilíbrio entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental permanece como desafio central.



