A morte de Jussiara Ferreira dos Santos, 30 anos, após ser morta a facadas em Samambaia (DF) no dia 29 de agosto, reavivou o debate sobre a eficácia das medidas protetivas judiciais no Distrito Federal, especialmente diante do histórico violento do principal suspeito, João Alberto Mesquita da Silva, que havia sido alvo de ordem protetiva anterior que foi arquivada pela Justiça.
Contexto Histórico e Apuração da Investigação
A vítima, identificada como Jussiara Ferreira dos Santos, foi encontrada morta com múltiplos cortes de faca no bairro de Samambaia, região administrativa do Distrito Federal, em 29 de agosto, após a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ser acionada via Copom para apoiar o Corpo de Bombeiros Militar em uma ocorrência envolvendo uma mulher ferida por arma branca na QR 514. A irmã da vítima relatou que ela havia chegado à residência já lesionada e informou que a agressão ocorreu na QR 504, sendo inicialmente atendida pelo CBMDF e encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde óbito foi confirmado.
O ex-companheiro de Jussiara, João Alberto Mesquita da Silva, 44 anos, figura central no inquérito policial, possui histórico de condutas violentas, incluindo tentativa de homicídio em 2015 e novo Termo Circunstanciado de O corrência (TCO) em 2025 por ameaça com arma branca após invadir uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Samambaia, onde teria proferido ameaça de morte a um vigilante e agredido uma técnica de enfermagem com intenção de violência física.
Jussiara Ferreira dos Santos morreu a facadas em Samambaia (DF) em 29 de agosto, após tentativa frustrada de proteção por medida protetiva arquivada em 2019 contra seu ex-companheiro.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão preventiva de João Alberto Mesquita da Silva após audiência de custódia realizada em 1º de setembro, decisão fundamentada em elementos probatórios que apontam para risco concreto à ordem pública e à integridade física de terceiros, apesar da extinção do processo penal por insuficiência de indícios na época da revogação da medida protetiva.
O caso já mobiliza a 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia), que investiga o envolvimento direto do suspeito e sua possível cúmplice, Gisele Moreira da Silva, 42 anos, acusada de ter auxiliado o autor material ao segurar a vítima durante o ataque fatal.



