A votação desta terça-feira (3) renova toda a Câmara de Representantes e um terço do Senado dos Estados Unidos, conforme determina o ciclo eleitoral conhecido como Midterms. O pleito ocorre na metade do mandato presidencial, que começou em 2025 e só terá nova disputa para a Casa Branca em 2028.
Os republicanos detêm maioria na Câmara com 218 cadeiras contra 214 dos democratas, além de duas vagas em aberto e um parlamentar independente alinhado à legenda. Para assumir o controle da Casa, os democratas precisam conquistar um saldo líquido de quatro assentos.
No Senado, 35 dos 100 assentos estão em disputa, com os republicanos detendo 53 cadeiras contra 47 alinhados aos democratas. Disputas em estados como Texas, Iowa e Georgia serão cruciais para definir o resultado final.
O presidente Donald Trump, aprovado por 32% dos eleitores segundo o agregador de pesquisas da CNN, tenta reconquistar parte da população preocupada com o alto custo de vida e a inflação. O aumento de preços atingiu principalmente os combustíveis desde o início da guerra contra o Irã, em fevereiro deste ano.
O voto não é obrigatório nos Estados Unidos, sendo um dos principais pontos trabalhados nas campanhas para fazer a população comparecer às urnas. Também é possível votar por correio ou presencialmente antes do dia da eleição, dependendo do estado.
Não há previsão exata para divulgação dos resultados, pois a contagem fica a cargo de cada estado, sem um órgão centralizador como no Brasil. Dependendo do tamanho da população e da quantidade de votos pelo correio, a apuração pode demorar dias.
O analista sênior de Internacional da CNN Brasil, Américo Martins, afirma que essas eleições são encaradas por muitos eleitores como uma espécie de referendo sobre a administração do presidente Donald Trump. Segundo ele, os democratas poderão bloquear políticas de Trump, abrir investigações sobre sua gestão e até discutir um processo de impeachment na Câmara.
O principal fator que tem impulsionado os eleitores em direção aos democratas é o custo de vida. Trump enfrenta dificuldades para eleger candidatos republicanos mesmo em estados onde venceu as eleições presidenciais com ampla margem há apenas dois anos.



