A terceira edição do Catwalk, iniciada em 14 de setembro de 2026 e encerrada em 18 de setembro no mesmo ano, representou uma nova fase para o evento ao ocupar, pela primeira vez, a Arena Mané Garrincha, ampliando sua envergadura física e programática em comparação com as duas edições anteriores realizadas no Teatro Nacional Claudio Santoro. O desfile, que se estendeu por cinco noites — um acréscimo significativo em relação aos três dias iniciais — reuniu 30 marcas de diferentes regiões do Brasil e consolidou a presença de modelos renomadas como Isabeli Fontana, Caroline Trentini e Daiane Conterato, que já participaram das primeiras edições, reforçando a continuidade e o aperfeiçoamento do projeto. A transição para o estádio, palco tradicional de grandes espetáculos esportivos e culturais, sinaliza a consolidação do Catwalk como um dos principais eventos de moda do Distrito Federal e do país.
Expansão Estrutural e Programática do Catwalk
A trajetória do Catwalk desde sua inauguração em novembro de 2025 reflete uma estratégia deliberada de crescimento qualitativo e quantitativo, conforme constata a equipe organizadora. A primeira edição, ocorrida entre 3 e 7 de novembro de 2025 no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, manteve-se em um formato enxuto, com desfiles concentrados nos três últimos dias e uma programação gratuita que integrou moda, arte, conversas e oficinas. Ao todo, 70 modelos participaram do casting, dos quais 40 eram profissionais do Distrito Federal, destacando-se nomes consolidados da indústria como Isabeli Fontana, Caroline Trentini, Vivi O rth, Cássia Ávila e Daiane Conterato. A iniciativa buscou aproximar a produção regional de grandes referências nacionais, como demonstrado pela participação de Gloria Coelho na centésima coleção Léxicos — comemorando 50 anos de carreira — sob encomenda da multimarcas brasilienses Jeté.
Além da ampliação na duração dos desfiles para cinco noites na segunda edição (6 a 10 de abril de 2026), o evento passou a integrar 30 marcas de todo o país, ampliando seu alcance geográfico e fortalecendo o intercâmbio entre produtores da capital e criadores de outras unidades da federação. A cenografia, desenvolvida por Isadora Gobbo, Rafael Soares e Isabella Ferreira, incorporou elementos arquitetônicos inspirados na fachada do Teatro Nacional e valorizou o painel de Athos Bulcão e os jardins do espaço, mantendo o compromisso com espaços emblemáticos da cidade. Essas evoluções evidenciam um planejamento estratégico voltado à profissionalização e à sustentação do evento.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
A mudança de local para a Arena Mané Garrincha foi justificada pela equipe organizadora como uma medida necessária para acomodar a ampliação do formato e o aumento da procura pelo evento. Nicole Meyer, engenheira responsável pela realização do Catwalk, afirmou que o espaço esportivo oferece maior dimensão natural e beleza cênica inexistente no teatro tradicional, permitindo uma adaptação criativa da programação com foco em uma pegada mais veraneia. A reestruturação também demandou ajustes técnicos na iluminação e na montagem dos desfiles, que passaram a priorizar efeitos visuais alinhados ao ambiente aberto do estádio.
Com base nas declarações oficiais e no histórico de crescimento do evento, espera-se que o Catwalk continue sua trajetória de expansão nos próximos ciclos anuais. A consolidação do evento como plataforma de visibilidade para marcas regionais e nacionais reforça seu papel estratégico no calendário fashion brasileiro. A próxima edição está prevista para ocorrer ainda em 2026 ou início de 2027, com possibilidade de inclusão de novas atrações culturais e ampliação das parcerias institucionais.



